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Em poucas áreas do Agreste, como no município de Águas Belas, por exemplo, e em algumas fazendas do município sertanejo de Floresta, ainda é possível encontrar raros exemplares da ema nordestina, praticamente extinta pela caça predatória. E é em junho que a ema inicia a postura dos grandes ovos de até 700 gramas, que são chocados pelo macho, num ninho feito no chão. Na Mata e Agreste, as chuvas prosseguem.

No Sertão, há escassez de frutos da flora nativa. De espingarda na mão, o sertanejo parte para caçar os tejus que nasceram a partir de março e que já estão gordinhos. O milho maduro cultivado em regiões de baixios é ingrediente básico para fazer pamonha e canjica, as comidas típicas das festas juninas. As palhas desse milho alimentam cabras e ovelhas. É tempo frio no Sertão.

Nos canaviais da zona da Mata, a cigarrinha acelera sua atuação, iniciada com a chegada da chuva, em abril, e que se estenderá até agosto. A cigarrinha é uma praga que dá muito trabalho ao agricultor. Ela suga a seiva das folhas da cana-de-açúcar e, se não for combatida de forma eficiente, pode destruir canaviais inteiros, trazendo prejuízos para a zona açucareira do Estado.

Em decorrência do período seco que vai tomando conta do Sertão, os rebanhos caprinos têm menos pastos. Portanto, é preciso vacinar esses animais, pois, na cata de alimento, as cabras podem contrair doenças parasitárias que provocam anemia progressiva, diarréia, fraqueza e morte.

No Agreste, as andorinhas, que chegaram aos bandos no mês anterior, continuam bordando o céu, no seu vai-e-vem à procura de alimentos. Nos ninhos, os ovos das andorinhas preparam novas revoadas.

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Do Litoral ao Agreste, agosto é o último mês da estação chuvosa. É tempo dos ventos fortes. No Sertão, o sol está cada vez mais inclemente, transformando as áreas anteriormente verdes num imenso descampado, onde somente os galhos desfolhados da caatinga sobrevivem.

Nas regiões de brejo, nos lugares baixos, a água armazenada permanece ao alcance de todos, o que faz dessas faixas de terra as raras alternativas para a agricultura.

No Sertão, o camaleão, um animal de grande utilidade para o homem (pois, além de frutos silvestres, também se alimenta de insetos), inicia a postura dos seus ovos. Acompanhando o pai, os filhotes de ema saem pelo campo, na espera de capturar insetos, com sua bicada infalível. Atualmente, esta cena é rara, pois a ema está praticamente extinta no Nordeste.

Na zona da Mata, a praga da cigarrinha fecha o seu ciclo de ataque à cana-de-açúcar. Entre o Agreste e o Litoral, os frutos do cajueiro estão quase maduros, enquanto que no Sertão de Petrolina a colheita da cebola vai chegando ao final. É tempo de floração do ipê-roxo e de início de safra do tamarineiro, um dos poucos frutos tropicais encontrados em abundância no Estado, nessa época.

É a partir de agosto que as cobras venenosas (como a cascavel e a jararaca) se acasalam, sempre escolhendo para o ato reprodutivo os lugares mais tranqüilos, longe dos seus inimigos naturais. Na maioria das espécies, é o macho que procura a fêmea e o acasalamento é realizado geralmente á noite, pelo entrelaçamento das caudas, num ritual que dura de seis a doze horas ou até 24 horas.

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Em poucas áreas do Agreste, como no município de Águas Belas, por exemplo, e em algumas fazendas do município sertanejo de Floresta, ainda é possível encontrar raros exemplares da ema nordestina, praticamente extinta pela caça predatória. E é em junho que a ema inicia a postura dos grandes ovos de até 700 gramas, que são chocados pelo macho, num ninho feito no chão. Na Mata e Agreste, as chuvas prosseguem.

No Sertão, há escassez de frutos da flora nativa. De espingarda na mão, o sertanejo parte para caçar os tejus que nasceram a partir de março e que já estão gordinhos. O milho maduro cultivado em regiões de baixios é ingrediente básico para fazer pamonha e canjica, as comidas típicas das festas juninas. As palhas desse milho alimentam cabras e ovelhas. É tempo frio no Sertão.

Nos canaviais da zona da Mata, a cigarrinha acelera sua atuação, iniciada com a chegada da chuva, em abril, e que se estenderá até agosto. A cigarrinha é uma praga que dá muito trabalho ao agricultor. Ela suga a seiva das folhas da cana-de-açúcar e, se não for combatida de forma eficiente, pode destruir canaviais inteiros, trazendo prejuízos para a zona açucareira do Estado.

Em decorrência do período seco que vai tomando conta do Sertão, os rebanhos caprinos têm menos pastos. Portanto, é preciso vacinar esses animais, pois, na cata de alimento, as cabras podem contrair doenças parasitárias que provocam anemia progressiva, diarréia, fraqueza e morte.

No Agreste, as andorinhas, que chegaram aos bandos no mês anterior, continuam bordando o céu, no seu vai-e-vem à procura de alimentos. Nos ninhos, os ovos das andorinhas preparam novas revoadas.

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No Sertão, o período seco começa se agravar, há grande escassez de pastos e os animais definham. Com exceção do único rio perene da região (o São Francisco), em toda a caatinga não se vê um veio d'água escorrendo sobre a terra árida. O sol escaldante faz estalar os galhos secos dos arbustos que, em estado de dormência vegetativa, aguardam as próximas chuvas para novamente se tornarem verdes.

No Agreste, o cajueiro está carregado de frutos maduros. No Sertão, as marrecas irerês (as "viuvinhas") voam, em bandos, à procura das lagoas, onde gostam de mergulhar. Ao se deslocarem de um sítio a outro, as marrecas despertam , com seu assobio fino e penetrante, a atenção dos caçadores. E muitas acabam se transformando em alimentação para o sertanejo.

No Litoral, Mata e Agreste, a estação seca apenas se inicia, os campos ainda estão verdes, os animais ainda têm pastos. A goiabeira bota os últimos frutos de sua segunda safra anual e nas feiras livres a pitanga aparece em grande quantidade. Os morangais da região serrana de Gravatá frutificam e no Litoral é grande a oferta de coco verde.

Em setembro, as cobras venenosas continuam se acasalando e o beija-flor está chocando seus ovos, numa das suas duas incubações anuais. No Sertão, os rebanhos caprinos, por falta de alternativas, devoram bosques de jurema preta, um dos poucos arbustos da caatinga que permanecem com folhagem verde, mesmo em épocas de estiagem prolongada.

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