Marca PE AZ

É o mais importante do Nordeste e um dos principais rios brasileiros. Tem suas nascentes no estado de Minas Gerais, na Serra da Canastra, e percorre 2.700 quilômetros, banhando parte dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco e Alagoas. Deságua no Oceano Atlântico, num ponto situado na divisa de Alagoas com Sergipe.

Seus mais importantes afluentes são: rios das Velhas, Paracatu, Corrente, Grande, Urucaia e Carinhanha. Nos dias de hoje, o principal aproveitamento do rio é no setor de geração de energia elétrica.

Ao longo do seu curso, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - CHESF - mantém uma série de usinas que fornecem energia para todo o Nordeste. Além disso, as águas do rio também são utilizadas na agricultura irrigada. Estão no Vale do São Francisco importantes núcleos de produção de frutas para exportação e de uva para o fabrico de vinhos.

O Vale do São Francisco tem uma extensão de 640.000 km2, área em que cabem sete países do tamanho de Portugal e que representa 7,5% da área total do Brasil.

Mais da metade (57%) da área total de sua bacia está no Polígono das Secas, o que já motivou a elaboração de inúmeros projetos (nenhum efetivado) de desvio de suas águas para amenizar o drama da população nordestina que sofre com as estiagens. Minas Gerais ocupa 37% da área da bacia.

O Rio São Francisco já teve 1.300 km de seu trecho navegável e foi através de suas águas que chegaram os povoadores dos sertões brasileiros. A partir de 1663, a margem direita do Rio São Francisco é transformada em área de criação de gado, porque no litoral a criação era impossível por causa das plantações.

Os pioneiros vão substituindo por baiadas os índios que encontram no caminho. Em 1690 estoura no sertão a notícia da descoberta do ouro em Minas Gerais e as embarcações se multiplicam rio abaixo, rio acima.

No fim do Século XVII, o gado gordo e o ouro farto já não existem e com a transferência da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763, inicia-se o abandono do vale por parte do governo.

A mais tradicional embarcação que circulou pelo São Francisco foi a chamada "Gaiola", barco a vapor que transportava centenas de pessoas e trazia na proa uma carranca - estranha escultura em madeira utilizada para afugentar os maus espíritos. Consta que é de 1870 o primeiro barco desse tipo.

O período de exploração do rio para a produção de energia elétrica tem início em 1910, quando o empresário cearense Delmiro Gouveia decide construir na Cachoeira de Paulo Afonso uma pequena usina (v. CHESF). O rio foi descoberto por Américo Vespúcio, a 04 de outubro (dia de São Francisco) de 1501.

0
0
0
s2sdefault
velho chico 1Ocupação de área do rio ocorreu com muitas lutas, sonhos e o sangue de inocentes.

0
0
0
s2sdefault

Projeto de utilização do Rio São Francisco para combater a seca em várias localidades dos Estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A proposta é polêmica e já foi discutida várias vezes.

De acordo com projeto apresentado em 1999 pelo Ministério da Integração Nacional, a mudança do curso natural das águas do rio deveria ocorrer através da construção de 1.400 km de canais e túneis e oito estações de bombeamento, obras avaliadas em US$ 1,5 bilhão.

A água seria canalizada para outros rios e 90 açudes nordestinos, beneficiando 6,8 milhões de pessoas em 200 municípios. As críticas ao projeto giram em torno de três questões: os elevados custos das obras; as conseqüências ecológico-ambientais; e os possíveis problemas que o desvio das águas traria para o conjunto de hidrelétricas instaladas ao longo do leito do rio.

Sobre estas duas últimas questões, nunca se chegou a um entendimento: alguns estudiosos dizem que a transposição é a grande saída para combater as secas; outros afirmam que desviar o curso do São Francisco pode acarretar uma grande tragédia, uma vez que acabaria exaurindo o rio ao longo dos anos.

Projeto semelhante ao de 1999 foi apresentado, também pelo governo federal, em 1983, mas gerou a mesma polêmica e nunca saiu do papel.

Este projeto previa o desvio de 300 metros cúbicos de água por segundo; no projeto de 1999, essa vazão caiu para 80 metros cúbicos por segundo, fato que, segundo os defensores da obra, acabaria o perigo de esgotamento do rio. Mas, ainda assim, as discussões prosseguiram.

A idéia de usar o Rio São Francisco para amenizar a seca no Nordeste vem de longe: em 1886, o engenheiro Tristão Franklin Alencar de Lima propôs a transposição do rio para o semi-árido setentrional, interligando-o com a bacia do Rio Jaguaribe, no Ceará, mas as dificuldades técnicas à época inviabilizaram o projeto.

0
0
0
s2sdefault

Continua chovendo no Sertão, a caatinga, os pastos e a lavoura estão verdes, proporcionando alimentação farta para os mamíferos. As aves fazem os primeiros vôos com os seus filhotes. Sapos e rãs são encontrados com facilidade e os roedores proliferam, trazendo no seu encalço as cobras venenosas.

Janeiro é tempo de nascimento dos filhotes de cobras como a Jararaca e a Cascavel. As plantas nativas, como a macambira, o pereiro, a maniçoba entre outras, protegem o solo sertanejo com uma folhagem verde.

Nos plantios onde há duas safras por ano, como acontece em algumas regiões do Agreste, os frutos da goiabeira estão maduros. A mangabeira começa a produzir. As abelhas iniciam seu trabalho de polinização, em várias áreas do Estado.

No arquipélago de Fernando de Noronha, depois de viagens que chegam a atingir quatro mil quilômetros, as tartarugas deixam o mar para desovar na areia da praia. O teju, nativo da caatinga e recentemente introduzido no arquipélago, ataca os ovos das tartarugas, fazendo uma razoável estrago.

No Agreste, os frutos do umbuzeiro ainda estão verdes e a natureza sofre com o início das queimadas. As queimadas constituem uma maneira prática de preparar a área para o plantio, oferecem algumas vantagens (como, por exemplo, proporcionar boas colheitas nos dois anos seguintes), mas acabam trazendo grandes prejuízos para o agricultor.

Porque o fogo destrói toda a matéria orgânica existente sobre o solo e que é fundamental para a fertilidade da terra. Nas áreas onde são feitas queimadas, a partir do terceiro ano o solo começa perder sua capacidade de produzir.

0
0
0
s2sdefault

Publicidade

banner google1

Parceiros

banner google1banner google1

Publicidade

banner google1

Multimídia