Movimento cultural oficialmente lançado, no Recife, a 18 de outubro de 1970, tendo como idealizador o escritor Ariano Suassuna. Seu objetivo: "realizar uma arte erudita brasileira a partir das raízes populares da nossa cultura".

De início modesto, partindo de um concerto e uma exposição de artes realizados no Pátio de São Pedro, no centro do Recife, ao poucos o movimento foi ganhando força. Em 1976 já apresentava propostas nos campos da arquitetura, gravura, dança, cinema, música, teatro, cerâmica, tapeçaria, escultura, pintura e literatura.

Surgiu no âmbito universitário, quando seu idealizador era diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco. Depois, o movimento ganhou apoio oficial da prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação de Pernambuco.

Desde o início o Armorial congrega nomes importantes da cultura pernambucana e até mesmo brasileira, como o próprio Ariano Suassuna, Francisco Brennad, Raimundo Carrero, Gilvan Samico e outros. Integraram o movimento grupos como: Balé Armorial do Nordeste, Orquestra Armorial de Câmera, Orquestra Romançal e Quinteto Armorial.