Cerimônia de raízes negras, realizada à meia-noite da segunda-feira de carnaval, em frente à Igreja do Terço, no Recife. Reúne integrantes dos grupos pernambucanos de maracatu-de-baque-virado (considerados verdadeiras nações africanas) para louvar a Virgem do Rosário (padroeira dos homens de cor) entoando loas e cantigas.

Durante o ritual, a percussão dos maracatus silencia e, no final, os bombos e gonguês voltam a soar. Criado na década de 1960, pelo jornalista Paulo Viana, é uma representação simbólica de cerimônias religiosas do Período Colonial, quando os escravos negros, distantes da terra natal, pediam proteção a Nossa Senhora, na tentativa de amenizar as dores do cativeiro.