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Queimadas



queimada 1Queimadas

Processo primitivo e aparentemente barato de limpar a terra para o plantio de lavouras, a queimada traz, na verdade, grandes prejuízos para o agricultor nordestino. Isto porque o fogo destrói os micro-organismos e nutrientes da terra que, com o passar do tempo, fica totalmente improdutiva.

No caso do sertão de Pernambuco, dezembro é o mês em que mais ocorrem queimadas. À espera das chuvas para iniciar os plantios, o sertanejo abre grandes picadas na caatinga, retira a madeira aproveitável para a produção de carvão ou outros fins e, em seguida, põe fogo no que sobrou.

Assim, desprovida de qualquer vegetação, a terra fica coberta apenas pelo pó preto e branco das cinzas. Por conta dessas cinzas, nos três primeiros anos o solo continua produtivo e as colheitas são animadoras. Mas, a partir do quarto ano após a queimada, a terra inicia um ciclo de baixa produtividade até se exaurir.

Então, o sertanejo parte para desmatar outra área de caatinga e queimar tudo outra vez, crente que está fazendo a coisa certa, porque esse é um costume que vem de séculos. E de quase nada adiante explicar que todos os nutrientes do solo que uma queimada destrói em poucas horas, a natureza leva cerca de vinte anos para reconstituir.

Francisco Domingues, por exemplo, tem um sítio em Afogados da Ingazeira e até acredita que o fogo torna o solo mais produtivo: “A queimada é boa pra lavoura, porque a terra precisa de calor pra produzir. A queimada não projudica (sic) nada”, argumenta ele.

Associada a essa prática agrícola predatória, a queima de madeira para produzir combustível agrava ainda mais a situação. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, só para atender ao consumo industrial, Pernambuco desmata, anualmente, 18.700 hectares. Além disso, 19,6% das famílias pernambucanas utilizam, exclusivamente, carvão e lenha para preparar alimentos e 41,2% utilizam estes recursos energéticos florestais associados a GLP.

Na tentativa de reverter esse quadro, algumas Organizações Não Governamentais (ONGs) vêm desenvolvendo trabalhos de conscientização dos agricultores. Também empresas e órgãos do Governo Federal (como a CHESF e o Ministério do Meio Ambiente) vêm sistematicamente desenvolvendo campanhas sobre os reais efeitos das queimadas. Daí, esperar-se que em breve essa realidade mude.

 

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