Prossegue a estação seca no Litoral, na zona da Mata e no Agreste do Estado. No Sertão, tem início o período chuvoso que impõe uma brusca transformação na paisagem daquela região. Logo com as primeiras chuvas, os arbustos secos da caatinga se revestem de folhas e flores, numa verdadeira ressurreição operada num espaço de poucos dias. Os campos, então, ficam cobertos de verde e a terra sombreada.

É tempo de alegria para o sertanejo que começa investir na continuidade das chuvas, coisa não muito comum em toda região semi-árida. Nos dias mais quentes, o teju percorre as capoeiras, os roçados e as bordas das matas, em busca de alimentação.

Quase extinto hoje em dia, o tatu, que vive de preferência em terrenos secos e de vegetação pobre, ataca os formigueiros e come as formigas fêmeas ovadas, prestando assim um bom serviço ao agricultor.

Ainda no Sertão, é em novembro que têm início as queimadas. Com sua aparência feia mas desempenhando importante papel na defesa da agricultura, os sapos reaparecem em grande quantidade. Esses animais, depois de passarem o dia recolhidos em lugares úmidos, no início da noite saem à cata de alimentação, movendo incansável perseguição aos insetos e besouros. Numa só noite, um sapo pode comer aproximadamente 400 insetos.

Nas regiões brejeiras de Sairé, no Agreste, o agricultor festeja a festa da laranja. Em Gravatá, a colheita de morango atinge seu pique. Entre o Agreste e o Litoral, o cajueiro ainda frutifica e começa a aparecer a saborosa manga.