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Velho Chico – Ocupação

 
Velho Chico – Ocupação
Texto e fotos: Marcos Cirano
 
Rio São Francisco: polêmica e sangue na exploração
O Rio São Francisco deve ser usado para combater as secas nordestinas.  O uso das águas do Velho Chico deve priorizar a produção de energia. Mas, ninguém deve esquecer a irrigar em grandes projetos agrícolas... Muito já se falou sobre esses temas e cada um ressalta os seus interesses. Também não é de agora que as riquezas do Velho Chico provocam disputas. Durante a ocupação do Vale, aconteceram muitos crimes e povos indígenas foram dizimados. Como mostra a História:
 
Ocupação
Descoberto oficialmente a 04 de outubro de 1501, pelo navegador Américo Vespúcio, que participava de uma expedição de reconhecimento das potencialidades das terras recém-conquistadas, o Rio São Francisco tem uma história que se confunde com a história de ocupação do Nordeste brasileiro pelos exploradores europeus.
Em 1519, ao chegar a Portugal de volta do Brasil, Cristóvão Jacques denunciou piratas franceses que andavam perto de um grande rio, contrabandeando madeira, macacos e papagaios. Com a denúncia, D. João III recomendou a Tomé de Souza, primeiro governador-geral do Brasil, que enviasse gente de confiança para a área e lhe mantivesse informado.
 
Tomé de Souza, então, organizou uma comitiva para verificar o que estava ocorrendo. Os homens seguiram em duas frentes. Numa, estava o português Francisco Garcia D'Ávila, senhor da Casa da Torre, que ganhou metade da Bahia e toda a área do que hoje é o Estado de Sergipe para criar gado, tornando-se, na época, sem dúvida o maior fazendeiro do mundo. Na outra frente, seguiu Duarte Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco, que no caminho ia aprisionando índios e os fazendo escravos.
Em 1663, Guedes de Brito, senhor da Casa da Ponte, recebeu uma extensão imensa de terras nas margens do Rio São Francisco e passou a criar gado, deixando em cada curral um casal de índios, dez novilhas, um touro e um casal de equinos. Em breve, os herdeiros e rendeiros de Garcia D'Ávila dominariam as margens do São Francisco até a altura de Juazeiro, a 700 km da foz, onde encontravam os paulistas descendo o rio em busca de ouro e de índios.
 
Foi a partir das intervenções desses primeiros exploradores que teve início o massacre dos índios que habitavam o Vale, como os Pipipãs que têm hoje pouco mais de quinhentos remanescentes vivendo na região do município de Floresta.
 
A corrida às margens do São Francisco para criação de gado (impossível no Litoral por causa das plantações) atraiu centenas de pessoas até que, em 1690, veio a notícia da descoberta de ouro em Minas Gerais, na cabeceira do rio. Com isso, o gado do São Francisco expandiu o seu mercado para a área da mineração e os barcos começaram o ocupar o rio, levando e trazendo mercadorias.
 
Passado o ciclo do ouro e com a mudança da Capital para o Rio de Janeiro, em 1763, o gado gordo da região ribeirinha virou miragem e teve início o abandono do Vale do São Francisco, por parte do governo. Quem permaneceu ali teve de construir seu próprio mundo sem contar com os benefícios dos ricos ciclos econômicos. Sem a presença do governo, os fazendeiros passaram a criar suas leis e montar suas forças policiais, seus jagunços, para se defender de desordeiros, de concorrentes e até mesmo das autoridades.

Só a partir de 1913, quando o empresário cearense Delmiro Gouveia instalou uma pequena hidrelétrica na cachoeira de Paulo Afonso, o Rio São Francisco iniciaria um novo ciclo de fundamental importância para o desenvolvimento do Nordeste brasileiro: o ciclo da produção de energia elétrica. Atualmente, são das águas do Velho Chico que vêm cerca de 90% de toda a energia que ilumina e movimenta a região.
 
O Rio
O São Francisco é o mais importante rio do Nordeste e um dos principais rios brasileiros. Tem suas nascentes no estado de Minas Gerais, na Serra da Canastra, e percorre 2.700 quilômetros, banhando parte dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco e Alagoas. Deságua no Oceano Atlântico, num ponto situado na divisa de Alagoas com Sergipe.
 
Seus mais importantes afluentes são: rios das Velhas, Paracatu, Corrente, Grande, Urucaia e Carinhanha.
 
Atualmente, o principal aproveitamento do rio é no setor de geração de energia elétrica. Ao longo do seu curso, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco-CHESF mantém uma série de usinas que fornecem energia para todo o Nordeste.
Além disso, as águas do rio também são utilizadas na agricultura irrigada. Estão no Vale do São Francisco importantes núcleos de produção de frutas para exportação e de uva para o fabrico de vinhos.
O Vale do São Francisco tem uma extensão de 640.000 km2, área em que cabem sete países do tamanho de Portugal e que representa 7,5% da área total do Brasil.
Mais da metade (57%) da área total da bacia do São Francisco está no Polígono das Secas, o que já motivou a elaboração de inúmeros projetos (nenhum efetivado) de desvio de suas águas para amenizar o drama da população nordestina que sofre com as estiagens.
 
 
Minas Gerais ocupa 37% da área da bacia. O Rio São Francisco já teve 1.300 km de seu trecho navegável e foi através de suas águas que chegaram os povoadores dos sertões brasileiros.
 
velho chico 2
 
Energia elétrica
O Rio São Francisco é a fonte de geração de 90 por cento de toda a energia elétrica produzida no Nordeste. Com exceção da Hidrelétrica de Boa esperança, localizada no Rio Parnaíba, todas as grandes hidrelétricas do Sistema Chesf estão situadas ao longo do Velho Chico.
 
A parque gerador da Chesf é formado, hoje, por 14 usinas hidrelétricas, duas termelétricas e 75 subestações. As grandes usinas são: Paulo Afonso I, II, III e VI, Boa Esperança, Apolônio Sales, Luiz Gonzaga, Xingó e Sobradinho. As pequenas usinas são: Piloto, Funil, Pedra, Araras e Curemas. As duas termelétricas são a de Camaçari, na Bahia, e a do Bongi, em Pernambuco, atualmente fora de operação.
 
A Chesf, criada a 03 de outubro de 1945 para explorar as águas do São Francisco, é a empresa que possui a maior capacidade instalada de produção de energia elétrica no Brasil: são10.704 megawatts, correspondentes a 19% da produção nacional. A companhia possui, ainda, o maior sistema de transmissão, com mais de 15 mil quilômetros de linhas. Foi o primeiro empreendimento estatal do setor elétrico brasileiro e a primeira empresa nacional a construir uma grande hidrelétrica, a Paulo Afonso I.
 
Transposição
Idéia que vem desde 1847, a Transposição das águas do Rio São Francisco é um projeto que consiste nas seguintes obras: construção de 477 km de canais, 04 túneis, 14 aquedutos, 09 estações elevatórias (de bombeamento) e 27 reservatórios. O objetivo é levar água para 12 milhões de nordestinos em 390 municípios dos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. As obras foram iniciadas em 2007, durante o Governo do presidente Lula, a um custo previsto de R$ 4,8 bilhões, com conclusão prevista para 2012 , quando nada aconteceu, ou melhor, só os custos do projeto praticamente dobraram: passaram para R$ 8,2 bilhões. Em 2015, a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar o desvio de R$ 200 milhões via superfaturamento das obras em dois dos 14 lotes do projeto que já teve sua conclusão adiada várias vezes. Ou seja, até hoje, março de 2016, a água da Transposição do São Francisco não chegou a uma só residência, em que pese o Governo Federal afirmar que 81% das obras foram concluídas.
 
 
 
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