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Continua chovendo no Sertão, a caatinga, os pastos e a lavoura estão verdes, proporcionando alimentação farta para os mamíferos. As aves fazem os primeiros vôos com os seus filhotes. Sapos e rãs são encontrados com facilidade e os roedores proliferam, trazendo no seu encalço as cobras venenosas.

Janeiro é tempo de nascimento dos filhotes de cobras como a Jararaca e a Cascavel. As plantas nativas, como a macambira, o pereiro, a maniçoba entre outras, protegem o solo sertanejo com uma folhagem verde.

Nos plantios onde há duas safras por ano, como acontece em algumas regiões do Agreste, os frutos da goiabeira estão maduros. A mangabeira começa a produzir. As abelhas iniciam seu trabalho de polinização, em várias áreas do Estado.

No arquipélago de Fernando de Noronha, depois de viagens que chegam a atingir quatro mil quilômetros, as tartarugas deixam o mar para desovar na areia da praia. O teju, nativo da caatinga e recentemente introduzido no arquipélago, ataca os ovos das tartarugas, fazendo uma razoável estrago.

No Agreste, os frutos do umbuzeiro ainda estão verdes e a natureza sofre com o início das queimadas. As queimadas constituem uma maneira prática de preparar a área para o plantio, oferecem algumas vantagens (como, por exemplo, proporcionar boas colheitas nos dois anos seguintes), mas acabam trazendo grandes prejuízos para o agricultor.

Porque o fogo destrói toda a matéria orgânica existente sobre o solo e que é fundamental para a fertilidade da terra. Nas áreas onde são feitas queimadas, a partir do terceiro ano o solo começa perder sua capacidade de produzir.

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Ventos e trovoadas acompanham as últimas chuvas no Sertão. As águas e a tempestade empurram os animais para seu recolhimento. Os roedores alimentam-se de lavouras e frutos silvestres maduros. E, assim, bem nutridos, eles aceleram o ritmo de reprodução, aumentando o exército desses devoradores de safras, que dão muita dor de cabeça ao agricultor.

Março é mês de nascimento dos primeiros filhotes do teju, um lagarto muito admirado pelo sertanejo, que propala a coragem desse animal para enfrentar cobras venenosas. Bastante ágil, o teju utiliza sua cauda para desferir sequenciados golpes contra a cobra.

Quando picado, sai em disparada caatinga adentro, em busca de plantas capazes de lhe curar do veneno. Curado, volta para continuar a briga. No Agreste, as chuvas ainda não chegaram, os frutos do umbuzeiro começa amadurecer.

Nos pomares onde há duas safras anuais, a primeira colheita de goiaba está chegando ao fim. O agricultor inicia a preparação do solo onde será plantado o sorgo forrageiro que alimentará os rebanhos. A mangueira bota os últimos frutos de uma colheita iniciada em janeiro. Nos solos conservados e protegidos pela vegetação, a bicharada tem sua vida preservada.

Na caatinga, os insetos melhor adaptados ao clima seco e cuja reprodução se deu no inverno, constituem os maiores inimigos das plantas cultivadas. Principalmente porque os pássaros, que são bons catadores de insetos, estão cada vez mais raros na região, em decorrência da caça predatória. Nas terras de Arcoverde, que separa o Agreste do Sertão, o agricultor festeja o início da safra da pinha.

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Ainda é tempo de chuva no Sertão, a caatinga continua exibindo o verde de suas folhas. A safra de manga no Litoral está no seu penúltimo mês. No Agreste, a goiabeira promove fartura de frutos maduros. Nas regiões de brejo, as chuvas têm sua máxima em fevereiro e é grande a quantidade de água armazenada nos lugares baixos dessas faixas de terra rodeadas de serras.

Os brejos do Sertão pernambucano são verdadeiros oásis. São privilegiadas áreas de serras onde as chuvas e a umidade têm maior regularidade, proporcionando boas condições para o desenvolvimento da agricultura. Nessas ilhas, ainda é possível encontrar faixas compactas de vegetação xerófila. Já nos brejos do Agreste, a vegetação é caracterizada por prolongamentos da mata atlântica.

Na zona da Mata, fevereiro marca o início das grandes queimadas, que são feitas durante a preparação do solo e durante a colheita da safra. Quando a cana está no ponto de colher, o usineiro põe fogo nos canaviais, com o objetivo de limpar a cana, ou seja, retirar, com fogo, toda a palha da planta, o que facilita o corte.

Além dos danos causados à natureza, esse processo traz prejuízos para o agricultor, pois a cana queimada perde em teor de sacarose. Em fevereiro, o beija-flor faz ninho, a caatingueira flora. Aparecem saborosos frutos tropicais, como siriguela e araçá, por exemplo.

A jaca, cuja colheita vai de outubro a abril, aparece aos montes nas feiras livres de cidades do Litoral e da Mata, onde a jaqueira (que é uma planta de regiões úmidas e subúmidas) encontra condições ideais de clima e de solo para produzir.

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No Sertão, o sol retoma seu brilho. As chuvas terminaram em março, mas abril ainda é um bom mês para os sertanejos. É a época em que aparecem os preás e mocós gordos para abastecer a mesa da população rural e das pequenas cidades. É, também, época em que o capim está florando e há fartura de pasto para os rebanhos.

A caatinga ainda está verde, produzindo sementes para os pássaros. A pitangueira está florando, enquanto a goiabeira bota seus últimos frutos, no Agreste. Na caatinga, florescem algumas madeiras de lei, como a umburana. Já o angico começa soltar suas sementes e o pereiro (que o sertanejo acredita ser "um pau de opinião") está florando.

No Agreste, as chuvas têm início e abril é o mês em que o capim começa brotar. Na zona da Mata pernambucana, acontecem as primeiras chuvas. Já não há moagem da cana-de-açúcar, encerrada no mês anterior, e começam os trabalhos de preparação para novos plantios.

É tempo de recuperar os grandes canaviais, de preparar o solo e de conferir os últimos detalhes, para que a nova safra aconteça de acordo com tudo o que foi planejado.

Na chapada do Araripe e em algumas partes do Sertão do São Francisco, aparecem as primeiras revoadas de arribaçãs. Elas chegam em bandos, à procura de alimentos: sementes de plantas nativas da caatinga. Em seguida, as aves se espalharão por outras regiões do Sertão. Sempre reunidas em gigantescos pombais, as arribaçãs fazem ninhos no chão e iniciam o período de reprodução, tornando-se presas fáceis para os caçadores.

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