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Turismo e arte – Cidades-símbolo de arte popular

As marcas de um espetáculo que não pára

No interior pernambucano, algumas cidades ou povoados são reconhecidos como verdadeiros símbolos (ou berços) de importantes manifestações da arte popular do Nordeste. Essas localidades, onde viveram ou ainda vivem artistas consagrados nacionalmente, continuam produzindo sua arte e são excelentes opções para quem pretende unir o turismo a uma viagem ao poder criativo do nosso povo.


São José do Egito, berço da poesia popular nordestina

Localizada no Alto Sertão do Pajeú, a 402 km do recife, a cidade de São José do Egito é parada obrigatória quando o assunto é a poesia popular do Nordeste. Terra de Antônio Marinho (que foi o mais respeitado violeiro-repentista nordestino), dali também saíram os irmãos Dimas, Otacílio e Lourival (este último consagrou-se como “o rei dos trocadilhos”); Rogaciano Leite; Mário Gomes; Canção e dezenas de outros poetas e cantadores de repentes.

Por sua tradição de celeiro de grandes poetas populares, ainda hoje a cidade é um dos maiores centros de realização de cantorias. Ali, durante a Festa de Reis (05 de janeiro), anualmente acontece um Festival de Cantadores e Poesia popular. A cidade também conta com uma espécie de museu para os cantadores, a Casa do Poeta, construída em 1997 com recursos do Ministério da Cultura. O prédio tem auditório para apresentações, salas para biblioteca e exposições, estúdio para gravação e alojamentos para os cantadores.


Tracunhaém é o maior núcleo de cerâmica do Estado

Localizada na Zona da Mata, a 63 quilômetros do Recife, a cidade de Trachunhaém é um dos mais importantes pólos de cerâmica do Estado. Ali, praticamente metade da população sobrevive , direta ou indiretamente, da transformação do barro em peças utilitárias ou em obras de arte. São os trabalhadores anônimos que atuam nas olarias do município ou os vários artesãos locais, alguns deles conhecidos até mesmo fora do Brasil. Entre estes últimos, estão aqueles que adotaram como sobrenome o próprio nome da cidade e só desta forma são identificados, como Severino Gomes de Freitas, o Severino de Tracunháem (1916-1965), e José Joaquim da Silva, conhecido como Zezinho de Tracunhaém, o mais famoso deles e ainda em plena atividade.

No princípio, Zezinho de Tracunhaém fazia bonecos semelhantes aos do Mestre Vitalino, de Caruaru, para vender nas feiras-livres. Depois, especializou-se em santos e ganhou fama. Já participou de dezenas de exposições em todo o Brasil e tem trabalhos em museus de vários países. Além de sua técnica, os santos do artesão impressionam pelo tamanho -alguns têm dois metros de altura. A modelagem é toda à mão, com o emprego de uma espátula de madeira e outra de metal. Produz, também, figuras estranhas, como grandes jarras com cabeça de gente e outras.

Como pólo artístico, a cidade viveu a sua época de glória entre os anos 1970/80, quando era visita obrigatória de intelectuais e artistas brasileiros que passavam pelo Estado. Quando esteve no Recife, em 1980, o Papa João Paulo II. levou uma imagem de Nossa Senhora do Carmo produzida em Tracunhaém. Consta que os primeiros artesãos locais foram os índios tupis, que modelavam cachimbos de barro. Além da cerâmica, a outra principal atividade econômica do município é a agroindústria canavieira.

Os ceramistas da cidade dedicam-se, especialmente, a imagens de santo em barro. Entre seus principais artesãos estão Zezinho de Tracunhaém, Nilton Tavares e José Joaquim da Silva. Outro artista que tem ligações com o pólo é Thiago Amorim, residente em Olinda, mas que ganhou notoriedade como ceramista em Trachunhaém, entre os anos 1975/1985. Os santos produzidos pelas artesãos locais são muito famosos.


Ibimirim, uma cidade com cara de santo barroco

Localizada no Sertão do Moxotó, a 339 km do Recife, Ibimirim é uma cidade com cara de santo. Ali, dezenas de artesãos (alguns já utilizando máquinas para reprodução em série, outros mantendo o tradicional sistema manual) vivem da produção de santos de madeira que hoje representam a grande marca da cidade. A atividade chegou ao município no final da primeira metade do século XX e a pioneira nesse tipo de trabalho foi uma mulher, a artesã Zezinha Paulino.

Para esculpir suas peças, os tradicionais santeiros de Ibimirim utilizam a umburana, uma árvore nativa da caatinga, que é madeira mole e fácil de entalhar. Os santos, em estilo barroco, variam de tamanho: entre 20 e 40 centímetros e de um metro e mais. O sistema de produção é familiar, envolvendo pais e filhos em cada etapa dos trabalhos, e toda a produção local é vendida para a capital pernambucana e cidades de outros Estados. Os santos de Ibimirim já participaram de várias exposições brasileiras.


Alto do Moura é um postal da arte criada pelo mestre Vitalino

Detentor do título de Maior Centro de Arte Figurativa da América, concedido pela Unesco, o Alto do Moura é um pequeno povoado de Caruaru, a 135 km do Recife, onde praticamente todo os moradores ou produzem ou comercializam os bonecos de barro criados pelo Mestre Vitalino, que deixou ali vários seguidores. Cada casa é um ponto de venda e, nas calçadas, existem dezenas de bancas repletas de peças da cerâmica figurativa. Além dos bonecos representativos da cultura nordestina, atualmente os artesãos locais produzem peças dos mais variados tipos.

É no Alto do Moura que está localizada a casa onde viveu o Mestre Vitalino, hoje transformada em museu.

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