curta nossa página no facebook / Like us at Facebook Entre em nossa comunidade do orkut / Join us at orkut Siga-nos no Twiiter / Follow us at TwitterSiga-nos no Linkedin / Follow us at LinkedInAdicione-nos em seu círculos / Add us at your circles

Eddie

eddieRelease:

Eddie Olinda, 1989. Datar como de costume, como de costume, na Marim dos Caetés, quebrada-cenário de nossos manuais de história e chapações. “Lembra quando Nassau...? E daquela cachaça?” Duvido! Mas, recordo que foi neste ano que ouvi Pixies+Ramones+Dead Kenneds+frevo, entre outros pesos e bossas, ecoar na Rua do Sol (salve o velho Pocolouco!). Todos liquidificados num só nome: Eddie. A verdade é que desde o fogo holandês que varreu a velha vila, não se via tanto calor, transformado agora em massa sonora.

Olinda e seus arredores, ainda pré-manguebeat, traduzia sua pegada, seus tipos, seus desejos, em três acordes e muita maloqueiragem - o Original Olinda Style em seu legítimo cavalo... Mas as labaredas do incêndio, desta vez, não ficaram só por ali. Propagaram-se pelo mundo nas turnês da banda pelo Brasil e pela Europa (2005, 2006, 2007). Espalharam-se também através dos seus quatro registros em discos, tocados nos mais dignos sound-systems: Sonic Mambo (Roadrunner, 1998), Original Olinda Style (independente, 2002), Metropolitano (independente, 2006) e Carnaval no Inferno (independente, 2008).

Hoje, depois de várias formações, a Eddie é composta por Fábio Trummer (guitarra & voz), Urêa (percussão & voz), Andret (trompetes, teclados & samplers), Kiko (bateria) e Rob (baixo), contando sempre com a parceria especial de Erasto Vasconcelos, o verdadeiro farol de Olinda. Um escrete com sonoridade própria, cheia de grooves peculiaríssimos e experimentações inflamáveis. Capaz de incendiar até o mais frio dos terreiros do velho mundo, de levantar o fogo morto de ritmos quentes abafados pelo discurso da tradição, como o próprio frevo (o hit “Quando a maré encher” é frevo, meu bem!), entre outras façanhas infernais.

Fica, então, o alerta: a Eddie é combustão certeira. Cuidado, principalmente se você brinca com álcool...

Por Roberto Azoubel, a.k.a. Doutor Estranho (www.doktorestranho.blogspot.com).

Contato para show:
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.


Letras do disco Carnaval no inferno


Me diga o que não foi legal. (autor: Fabio Trummer).

Senhora me diga o que não foi legal? / dei pra você o que ganhei de outras / isto tudo me parece muito natural.

Que seja uma descontentaçao musical / as harmonias às vezes são outras e distorce o sentido original.

Por vez, meu sentido não seja o seu / ficou sem sentido eu te dar mais explicação / e assim, presumindo você me classificou / melhor fosse eu sair e ir embora, voltar aqui outra hora e a senhora me ter mais consideração

Melhor fosse esperar que a senhora mande esta raiva simbora que esta historia não merece tanta atenção, não, não, não.

Não se maltrate por desconfiar / a vida termina senhora do recomeçar / não esquente sua cabeça, se é pra ficar noiando esqueça.
 

Eu to cansado desta merda. (autor: Fabio Trummer).

Nego! Eu to cansado desta merda / da violência que desmede tudo / da minha liberdade clandestina / de ta no meio desta briga.

Chega! Da sempre esta se apertando / da ignorância insadecida / se esquivando de estatísticas... a minha paz faz tempo ta querendo trégua / a minha paciência se atracou com ela.

Eita! que sangue pinga das noticias / vendidas como coisa bela / a merda já ta no pescoço / e a gente acostumou com ela... nunca se sabe o que vai acontecer, nunca se sabe, pode acontecer.

Nego! A maquina acordou com fome / vem detonando tudo em sua frente / comendo carne, ferro e pano / bebendo sangue e gasolina. A minha paz faz tempo ta querendo tregua / a minha paciência se atracou com ela...

Eita! Senteciado ao absurdo / De merda em merda emergindo / um dia afoga todo mundo / e assim acaba a caganeira.
 

Quase não sobra nada. (autores: Fabio Trummer/Junio Barreto)

Sobra de dor / sobra uma marca / sobra distancia / quase não sobra nada.
sobra uma dor / sobra uma marca / desta distância quase nao sobra nada.
Sobram algumas palavras perdidas / desacompanhadas / sobra um pedaço perto do fim.

Sobra uma volumosa e amarga demência / sobra o tempo / passou.
Sobra de espera / sobra de hora / sobra uma data / quase não sobra nada.
Quase sobra uma uma reparação / quase sobra uma reprodução / quase sobra / quase sobra perdão.
Quase sobra de espera / quase sobra de hora / sobra uma data / quase não sobra nada.
 

Nada de novo. (autor: fabio Trummer).

Noite passada / dias atraz / nada de novo / nada mais, nada mais.

Já é setembro / tudo passando / amigos e mesa de bar / nada de novo / nada mais, nada mais.

Nada que não possa duvidar / nada mais? / nada mais, nada mais.

Nada que do va querer me salvar / nada mais? / nada mais, nada mais.

Noite passada / já é setembro / amigos e mesa de bar / nada de novo / nada mais, nada mais...

Nada que me impeça de trabalhar / nada mais? / nada mais, nada mais.


Bairro novo/casa caíada. (autor: fabio Trummer).

Ainda a fogo em mim / quisera sempre assim... / dia de luz, festa do azul celestial, casa caíada, água salgada, imaginando a vida, toda submarina, deitada na estampa colorida da toalha, de todas as cores, secando ao sol.

Mas todas as cidades já estão em chamas / consumidas por um desejo voraz / quem sabe ainda sobre alguma chance / a tarde o vento e o mar.

Ainda a fogo em mim / queria sempre assim.../ sombras frondosas nas calçadas, bairro novo, seus dias quentes e úmidos, suor pingando do rosto e logo ali, deitado a vontade nas gramas dos seus jardins, o cheiro bom de todas as flores filhas do sol.

Mas todas as cidades já estão em chamas / consumidas por um desequilíbrio feroz / quem sabe ainda sobre alguma chance / e folhas pairando no ar... ainda a fogo em mim...


Desequilibrio. (autor: Fabio Trummer).

Arde aqui dentro de mim uma pouca vontade, com gosto cortante de caco de vidro, desnutrida exposta a fratura, desequilibra/desequilíbrio.

São tantas saídas dadas ao absurdo, são tantos sabores destrutivos, veneno pro dia corrosivo, desequilibra/desequilíbrio.

Certo das contradições desconcertado, desgovernações prostituido, descalço no chão estilhaçado, desequilibra/desequilíbrio.

O passo pro fim foi conquistado, desdém tão comum em meus ouvidos, ligado na sobra do pedido, desequilibra/desequilíbrio.

Mais sobras dadas ao desperdício, mais veias tapadas por excesso, mais contribuindo incentivando, desequilibra/desequilíbrio.

Deformações voluntarias sucessivas, se todas as cores fossem pretas, em todas as partes meu planeta, desequilibra/desequilíbrio.


Gafieira no avenida. (autores: Jorge Dupeixe/Lucio Maia).

Quis vir ver você, e não te fazer sofrer, quem disse que eu vivi por mim foi por você, que eu sempre respirei.
Quis vir ver você e não te fazer sofrer, ele disse que eu vivi por mim foi por você, que eu sempre respirei.


O Baile Betinha. (autor: Erasto Vasconcelos).

Sapato bico fino, paletó de linho, um grande baile eu vou dançar, Betinha vem ca, vem ca...

Bem agarradinho com rostinho coladinho um samba jazz vai encontrar, menina vem ca, vem ca... la laia

Dança o folk's trote, também dança o bolero, eu canto o chorinho pra começar, Betinha vem ca, vem ca, lalaia... Se você dança um tango, maxixe pode encontrar, olha a roda de bamba, convidei pra dançar, Dança o folk's trote, também dança o bolero, rock'n roll quer penetrar, Betinha vem ca, vem ca, lalaia... pa pa pa pa!!!

 

Ficha técnica – Carnaval no Inferno – Eddie.
1- Bairro Novo/Casa Caiada – (Fabio Trummer)
2- O Baile "Betinha" – (Erasto Vasconcelos)
3- Quase não sobra - (Fabio Trummer, Junio Barreto)
4- Carnaval no inferno (Fabio trummer)
5-Me diga o que não foi legal (Fabio Trummer)
6- Gafieira no avenida – (Jorge Dupeixe, Lucio Maia)
7- Metrodux - (Fabio Trummer)
8-Nada de novo - (Fabio Trummer)
9-Desequilíbrio – (Fabio Trummer)
10- Eu to cansado dessa merda – (Fabio Trummer)
11- Dessa vez foi demais – (Fabio Trummer)

 

O Eddie é: Fabio Trummer – guitarra e voz
Alexandre Ureia – percussão e voz
André Oliveira – teclado e trompete
Rob Meira – baixo
Kiko Meira – bateria

Músicos Adicionais.
Curumim – bateria nas faixas 1, 6.
João do Cello – cello nas faixas 3, 7, 8, 9.
Nilsinho – trombone nas faixas 6.
Mestre Nico – trombone nas faixas 1, 6.
Karina Buhr – voz nas faixas 1, 2, 10.
Da Lua – percussão nas faixas 6.
Erasto Vasconcelos - voz faixa 4.

Gravado nos estúdios:
Novo Mundo – SP
Muzak – PE
YB – SP
Batuka – PE

Produzido por: Fabio Trummer & Buguinha.

Produtor fonográfico: Fabio Trummer Aleixo

Técnicos de gravação e mix: Lindenberg Oliveira – faixa – Metrodux
Berna Vieira – faixa – Dessa vez foi demais, Nada de novo.
masterizado na YB por Gustavo Lenza.

Todos os arranjos foram feitos pelo Eddie.

Site: www.myspace.com/bandaeddie
Ilustrações: Helder Santos
Contato: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Powered by Bullraider.com

Parceiros

Publicidade

PE A-Z © Todos os direitos reservados

Console de depuração do Joomla!

Sessão

Informação do perfil

Memória Utilizada

Consultas ao banco