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A Roda

a rodaDesde sempre, o homem viramundo,
Mexe, remexe, suinga e gira a roda.
Até quem não é vagabundo,
Quando saca o som,
Vibra, bate palma, balança.
Nada incomoda!
Cadeira levanta, na ginga do pé.
Gingou menina?
Mergulha de flecheiro!
No ritmo de pesquisador garimpeiro.
E o bambo soul da noite
Engana o sacrifice do dia
Expediente de remessa a fevereiro.
Pra quem não aguenta viver sem som.

Se eu nunca tivesse ouvido A Roda, quando ouvisse, de cara, eu ia dizer que era banda de fora. Mas se não fosse de cara, ia dizer que era banda lá das bandas das Holandas. Sem chance de não ser!! Instiga, ritmo, ginga, muito suingue e originalidade são algumas das características de seu som e de seus integrantes, figuras conhecidas da brodagem recifense e olindense. Som instrumental de alto nível, CD obrigatório na prateleira e um nome que resume o que uma banda deve ser: uma roda de amigos!

Por Thiago Riedel

Release:

Dizem que, em Recife e Olinda existe uma mística, talvez na água, ou algum tipo de energia invisível, que emana das ruas, não se sabe. O que se sabe é que essa energia é capaz de ligar tudo, estimular a criatividade em produzir música em quantidade e diversidade incomuns a qualquer outro lugar do Brasil.

Pernambuco é hoje a maior referência quando se quer construir uma frase usando os termos produção cultural e vanguarda. O ambiente nós já temos, agora imagine os personagens, todos músicos talentosos, com vontade de formar uma grande “comunidade musical”, para pontuar seus encontros criativos, sempre guarnecidos de uma cerveja gelada e de muita música.

A Roda é uma verdadeira Instituição Musical Contemporânea do processo de formação de várias bandas de Recife e Olinda. Seus integrantes ou ex-integrantes, circulam pelo mundo em projetos como Eddie, Academia da Berlinda, Di Melo, Orquestra Contemporânea de Olinda, Mundo Livre, Cordel do Fogo Encantado, entre outros. Essa Associação lúdico etílica musical aglutinou experimentações que cristalizaram em um som bem próprio e ao mesmo tempo, bastante familiar aos que gostam do som que vem de Pernambuco. Todo mundo tem um pedaço da Roda e a Roda leva um pedaço de várias bandas. O resultado disso tudo junto é um som que passeia em alguns momentos pela virtuosidade do free jazz, a simplicidade brilhante do afrobeat e a alma do samba. Junta levadas tipicamente latino americanas com funks e grooves que nos remetem instantaneamente à Black music americana e brasileira dos anos 70.

Uma música que consegue juntar influências de Medeski, Felakuti, Heliocentrics, Meters, General Eletrics com Novos Baianos, Trio Mocotó e Black Rio, somados aos ritmos que há muito abandonaram o rótulo de tradicionais e são constantemente revisitados pela música brasileira. Ou seja, é música tipicamente pernambucana.

Agora vamos ao momento: ano de 2010, depois do sucesso do primeiro disco, A Roda lança o segundo álbum, que vai além do termo “novidade”. A banda apresenta dessa vez um som completamente diferente do primeiro disco, todo instrumental: A Roda (2003) - Independente. Traz agora o vocal de Jr. Black e flerta com estilos e sonoridades diferentes do habitual e completamente inexplorados pela banda. Não se trata de uma ruptura com o estilo instrumental, que ainda está presente neste novo álbum. Trata-se de uma nova seara musical que a banda deseja explorar, sem nenhuma regra estilística. O que fica muito claro neste novo trabalho, desde a parte instrumental até as novas músicas, com voz e letras, é que a banda não quer deixar nenhuma dúvida: é A Roda que está tocando.

Com a mesma pegada que deu fama e lotou os shows durante esses sete anos de existência. Então vamos celebrar a novidade. Vamos comemorar a lucidez e a inquietude de uma banda que muda, transforma o seu som completamente, com toda a propriedade de quem sabe se reinventar e se desprender de qualquer amarra criativa. Vamos celebrar uma banda que sabe incendiar a platéia com grooves instrumentais pesadíssimos, pontuados agora por melodias e vocais marcantes, mas vamos comemorar sobretudo, mais uma grande prova de que Pernambuco continua produzindo a música nova do Brasil.

Integrantes:

Jr Black - Voz
Charles - Bateria
Deco - Trombone
Eduardo - Guitarra
Andret - Piano-Orgão
Guga - Percussão
Irandê - Percussão
Marquinhos - Sax
André Alencar - Baixo.

Site: http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=15497

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