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Quixabeira contra Câncer

Sertaneja usou Quixabeira para auxiliar na cura de câncer

maria ameliaEra final de 1958 quando um médico lhe deu três meses de vida. Hoje, aos 93 anos, a sertaneja Maria Amélia Batista conta como enfrentou e venceu um câncer, usando até planta medicinal.

Professora particular, Maria Amélia Batista Montenegro nasceu na cidade de Teixeira, Paraíba, a 10 de julho de 1916. Filha (a mais velha dos sete irmãos) de um delegado de Polícia e fogueteiro que, em 1925, foi preso (era adversário de João Suassuna, governador da Paraíba entre 1924/28) e, depois, teve que fugir, indo morar em Itapetim, no Sertão pernambucano.

Órfã de mãe aos 13 anos, Dona Maria Amélia casou, teve seis filhos, e em 1952 enviuvou. Para sustentar a família, sozinha, ela fez de tudo: além de ensinar a Cartilha do ABC aos alunos que freqüentavam sua escola (ela dava aulas em casa, para onde cada criança levava seu tamborete), Dona Maria Amélia fazia todo trabalho que aparecesse, desde faxina a qualquer outra coisa.

Depois de Itapetim, dona Maria Amélia fixou residência na vizinha cidade de São José do Egito, onde manteve sua escola. Em 1958, ela teve outro grande choque (o primeiro foi a morte do marido, afogado num açude da região): descobriu que estava com um câncer no útero. Como "não podia morrer", pois tinha os filhos para criar, ela fez de tudo para derrotar o câncer: apelou desde à medicina tradicional ao uso de plantas medicinais.

No Recife, onde mora desde 1964, ela contou toda essa história:

Em 1958, estive muito doente do útero e acabei vindo aqui para o Recife, em busca de tratamento. Fui a um médico que ainda lembro o nome (cita o nome) que tinha um consultório na Av. Conde da Boa Vista, no Edifício, me parece, Capibaribe, acho que era esse o nome. Quando ele me atendeu, eu disse logo: doutor, eu quero saber a verdade, o que é que eu tenho e qual é a minha situação. Só quero a verdade, seja ela qual for. Então ele me examinou e disse: "A senhora me pediu, eu vou dizer a verdade: a senhora só tem mais uns três meses de vida. Seu problema é câncer no útero e não há mais o que fazer. Eu sinto muito."

Depois que o médico disse aquilo, eu baixei a cabeça, pensei nos meus sete filhos pra criar, depois fui embora, voltei para o Sertão.

P -E daí, o que aconteceu lá no Sertão?

Bem, quando eu cheguei em Itapetim, fui ao médico de lá, Dr. Clistes Péricles Leal, contei meu encontro com o médico do Recife e o Dr. Clistes disse que eu deveria voltar ao Recife. Na mesma semana, procurei o médico de São José do Egito, Dr. Arlindo Leite Lopes, e ele disse a mesma coisa, que eu deveria voltar ao Recife. Dr. Arlindo era primo do diretor da Clínica do Câncer, aqui no Recife, em Santo Amaro, e me fez uma carta de recomendação, de modo que, quando eu cheguei de volta aqui no Recife, fui logo atendida. Fiquei numa enfermaria, com outras sete mulheres, todas com câncer, que viviam o tempo todo a chorar. Elas até me perguntavam: "E a senhora não chora, não?". Eu respondia: não, eu não vim aqui pra chorar, eu vim aqui procurar tratamento.

P – E no hospital de Santo Amaro, como foi?

Eu passei 19 dias internada, fazendo tratamento. O médico introduzia, pela vagina, um equipamento para queimar a ferida, colocava medicamentos, botava um tampão e eu ficava dois, três dias naquela posição, sem poder me mexer muito. Fiz três vezes esse tratamento. Depois disso, fiquei mais 80 dias no Recife, não internada, indo ao hospital apenas pra fazer aplicações naquela máquina que a gente deita, acho que era radioterapia. Fiz 80 aplicações. E mais nada: não tirei útero, ovário, nada. Quando foi um dia, o médico me examinou e disse: "Dona Maria Amália, parece milagre, mas a senhora está curada. Não vejo mais nada, a senhora não tem mais nada. A senhora é devota de alguma Santa?" Eu disse: Sou, de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. E, aí, eu fui embora e estou aqui contando a história.

P – E a Quixabeira que a senhora usou enquanto estava doente, como é que foi essa história.

A Quixabeira foi o seguinte: eu comecei usar lá no Sertão, antes de vir para o hospital aqui no Recife. Eu usava lambedor, botava a casca na água que eu bebia, fazia lavagem, tomava banho de assento... Usava a Quixabeira de tudo que era jeito. Inclusive quando eu estive internada, eu levei umas casquinhas de Quixabeira e todo dia eu colocava na água que eu bebia. E, depois que saí do hospital, continuei usando por mais ou menos uns 15 anos. Nem me lembro mais quando parei. E eu acho que foi graças à Quixabeira que eu me curei.

P – Quem foi que indicou a senhora o uso da Quixabeira?

Foram os mais velhos, lá no Sertão, quando eu comecei a sentir os efeitos da doença. Olhe: era uma doença triste, com dores insuportáveis, sangramentos. Eu colocava uma toalha entre as pernas e dali a meia hora essa toalha ficava completamente ensopada daquela secreção tipo salmoura. Eu fedia de ninguém agüentar. Eu era a pessoa que mais fedia nesse mundo, ninguém agüentava. Nada fedia mais do que eu! Com o uso da Quixabeira, essa secreção foi diminuindo e, quando eu cheguei ao hospital aqui no Recife, já era quase nada. Por isso que eu hoje digo que, além do tratamento na Clínica do Câncer, quem me curou foram a Quixabeira e a minha fé, a minha vontade de viver, minha necessidade de viver, pois eu tinha sete filhos pra criar.

P – Da mesma forma que lhe ensinaram, a senhora chegou a recomendar o uso da Quixabeira a outras pessoas?

Recomendei a muita gente. E, por muitos anos, nunca faltou Quixabeira lá em casa. Mas, hoje, parece que o povo não acredita muito nessas coisas, né?

P – E qual é a receita da senhora para o lambedor de Quixabeira?

Colocar, numa panela de barro virgem, 250 gramas de casca de Quixabeira e água. Deixa ferver até a água secar, ficando apenas um litro. Repete a operação duas vezes, sempre a água ficando em um litro. Côa e coloca no fogo, com 250 gramas de açúcar e mais água. Quando o líquido baixar até um litro, está pronto o lambedor. Aí, é só tomar três ou quatro vezes ao dia.

Quixabeira(Sideroxylon obtusifolium): é uma árvores de até 15 metro de altura, da família das sapotáceas, nativa do Brasil, mais exatamente dos do Nordeste e Minas Gerais. A madeira é dura; a casca tem propriedades adstringentes e tonificantes; as folhas e os frutos são forrageiros. Possui espinhos fortes, folhas coriáceas, flores aromáticas e bagas roxo-escuras, doces e comestíveis. É conhecida ainda pelos nomes de quixaba, quixaba-preta e rompe-gibão. Várias universidades brasileiras, entre as quais a Universidade Federal do Ceará, realizam estudos científicos com a planta.

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