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Arraes: discurso 28 – Cachoeirinha, 22/08/1998

28 - "Estamos numa travessia de muita dificuldade a nível federal"
(Comício no município de Cachoeirinha, 22/08/1998)

Meus amigos de Cachoeirinha,

Esta eleição tem uma importância muito grande, uma importância que vai além das outras eleições. A importância ultrapassa as outras eleições em razão da situação que vive o nosso País.

Quando estive, em 94, na praça pública pedindo voto para o mandato que termina este ano, tive a oportunidade de dizer que estava pedindo votos para governador porque a situação do nosso País e do nosso Estado era difícil. E, uma vez mais convocado pelas forças populares de Pernambuco, não tinha condição de recusar esta convocação e que me dispunha a enfrentar essas dificuldades que são muitas, em razão da política que foi estabelecida pelo governo federal.

Dizia, então, que estabilizar a moeda era importante, pois todo país, toda nação quer uma moeda respeitada. Mas, só a moeda não resolve as questões do País, se ela não contribuir para resolver os problemas sociais, se ela não acomoda pelo menos, já não digo nem resolver, se ela pelo menos não acomoda as necessidades da nossa gente, que são muitas e são crescentes.

Por que dizia isso?

Porque o que estava acontecendo no mundo mostrava, e mostra, que nós estamos com riscos graves, pois a Argentina está cheia de desempregados; a Venezuela; os países latino americanos. Mas isso, pode-se dizer, é a América Latina. E a Europa? A Europa, cuja vida da população se degradou a ponto de existir nas principais capitais européias mendigos que não se encontravam anos atrás.

Só em Londres, de acordo com declarações do primeiro ministro inglês, existe tanta gente sem teto, que ele não promete resolver o problema antes de 2.002. Numa das capitais mais antigas, de um país poderoso como é a Inglaterra.

Nós estamos em cima de um arame. Estamos numa travessia de muita dificuldade a nível federal, pela concentração de riqueza cada vez maior que se dá no Centro-Sul, pela concentração de poder nas mãos do presidente da República e do governo federal que começa a estrangular os municípios e os Estados, cortando recursos que seriam necessários para resolver os problemas mais urgentes da população.

A discriminação que sofremos é um episódio grande, porque a discriminação contra Pernambuco é um caso específico de perseguição e de uma baixa política que é feita pelos políticos pernambucanos que vão pressionar o presidente, para negar recursos ao nosso Estado que foram dados a 17 Estados da federação. Mas, isso deixamos de lado.

O grave é que, com ou sem discriminação, o governo federal está governando para uma situação em que os prefeitos, diante da situação social de cada município, não têm condições sequer, muitas vezes, de sair de casa para ir para a prefeitura, dadas as necessidades crescentes da nossa população, e não têm para quem apelar.

Apelam para o governo do estado, mas os recursos que deveriam chegar às suas mãos, que deveriam ficar nos Estados, são levados para fora e a concentração é cada vez maior de poder do governo federal.

A discriminação do governo federal contra Pernambuco vem do fato de que nós, aqui, dizemos essas coisas e protestamos contra elas. Nós temos uma posição de mostrar a verdade, para que o povo saiba o que vai encontrar pela frente, as dificuldades que sofre a juventude para arranjar um emprego, fruto dessa política de concentração de riquezas e discriminatória por outro lado.

Agora, novamente convocado para ser governador do Estado pela Frente Popular de Pernambuco, dispus-me a vir à praça pública pedir votos. Pois tratei, nesse período, de conscientizar o povo de Pernambuco o povo de Pernambuco desta situação.

Ao mesmo tempo em que procurei realizar algumas coisas, fiz com que se mostrasse ao povo os seus direitos, como eletrificar e botar água, problemas que já deveriam ter sido resolvidos há 30, 40 anos atrás, que se acumulam nesse Estado por força da inoperância e da política desenvolvida pelos nossos adversários. Pois não se justifica, quando se olha para o mapa dessa região do Agreste, nada foi construído para fornecer água a nossa população, em todo o período que eles governaram.

Simplesmente puxaram cano da água que existia em Pesqueira e espalharam por esse Agreste, como se ali tivesse um manancial de água inesgotável que pudesse abastecer toda essa população crescente da região agrestina. Eles foram buscar água em Pesqueira quando a água tá do lado de cá, na região da Mata, na região de transição entre a Mata e o Agreste.

Fizemos um exemplo para mostrar, dar um exemplo claro e concreto. Fizemos, na administração passada, dentro dessa perspectiva, dessa constatação, várias represas, como a Barragem de São Jaques, que deveria servir e já está servindo a Lajedo, abastecida de Pesqueira, para que essas barragens e outras que podem ser feitas em vários pontos do Agreste e da Mata possam jogar água presse lado, abastecendo região, como vai ser abastecida Caruaru com a barragem do mesmo tipo, que fica na Zona da Mata, fronteiras com a região Agreste.

Essa Barragem de São Jaques ficou aí cinco anos pronta e eles não botaram uma pá de cal para trazer água para uma região sem água como é o Agreste, para cidades como lajedo, Cachoeirinha, como outras que não têm resolvidos ainda os seus problemas de base.

Aqui, nas minhas notas, foram feitas algumas intervenções para melhorar o abastecimento de água da cidade, a distribuição; para melhorar o conhecimento, a qualidade; mas a solução verdadeira exige a interligação de todas essas cidades com os mananciais principais, para que, daqui há três, quatro ano, com a população crescente que tem, não fiquem a mercê de uma falta d'água permanente que existe nas casas daqui e de outros municípios, pois a solução ainda não foi resolvida.

Essa gente nunca olhou para isso. Tanto é que não fez. Tempo, tiveram. E, assim, as dificuldades crescem. E é preciso encontrar as soluções reais, para que a nossa população não perca a sua confiança nos homens públicos e para que, além da água e da energia, olhe as questões principais do nosso Estado e do nosso País, para que tenha a certeza que os pernambucanos sempre tiveram da necessidade da nossa união e da sua presença no cenário federal, onde sempre defendemos as principais causas do nosso País, com o nosso passado e com toda autonomia que sempre teve Pernambuco.

Nossos adversários levam uma campanha de ataques e de difamação e vocês sabem que atacado sempre foi essa que vos fala, tão atacado que foi até atacado pelas armas do golpe militar de 64. Mas, não me dobrei naquela hora nem me dobrarei agora, diante da discriminação do governo federal. Porque entendo que é fundamental, que precisamos assumir uma atitude de resistência.

Não é uma atitude de desafio diante de quem tem mais poder ou mais força ou mais dinheiro do que nós. Mas é uma atitude de resistência contra a prepotência de quem quer que seja, inclusive do presidente da República, se ele quiser se comportar com prepotência diante de nós.

Pois, macularia a história desse Estado se nos dobrássemos diante disso. E seria isso que os nossos adversários querem, porque eles só pensam na eleição, não pensam no Estado, na dignidade, na necessidade do povo, nas causas gerais. Eles pensam na eleição e no seu destino diante da eleição.

Nós estamos acostumados a pensar diferente. Pois, se eu quisesse pensar na situação que tinha, eu tinha ficado em 64 no Palácio das Princesas, aderindo aos militares. Preferi ser preso e ir embora. Pois entendo que é mais correto manter a sua posição e a sua opinião, que pode não prevalecer agora, mas prevalece no ano que vem, daqui a dez anos, daqui a 20 anos, daqui a 30 anos. Se é justo, se é verdadeiro, essa sua posição prevalece, porque o povo haverá de sancioná-la um dia ou outro, quando ele tiver entendimento, quando ele tiver condições de fazê-lo.

Esta campanha, como eu disse no começo, é importante para o País e para Pernambuco. E eu estou certo de que os pernambucanos vão fazê-la de forma que maciçamente consagrem os candidatos da Frente Popular.

Estou seguro de que em Pernambuco vamos dar a vitória a Luís Inácio Lula da Silva; a Humberto Costa para senador; aos nossos candidatos a deputado federal e estadual. Fiquei satisfeito de ver essa multidão aqui em Cachoeirinha, onde sempre tivemos os nossos amigos, o atual prefeito Danilo e outros companheiros sempre dispostos a dar a vitória às nossas forças.

Muito obrigado, muito boa noite a vocês e até outro dia, se Deus quiser, com a vitória de 04 de outubro.

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