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Arraes: discurso 25 – Recife, 04/08/1998

25 - "Seria uma indignidade trair a história do povo pernambucano"
(Comício no Jordão Alto, Recife, 04/08/1998)

Meus amigos,

Quando estive nas ruas do Recife, na última campanha eleitoral, dizia que era candidato ao governo mais uma vez em razão das dificuldades que estavam me oferecendo, das dificuldades que iríamos atravessar para ajudar no que pudesse a solução dos problemas da nossa gente. Duas ordens de dificuldades nós tínhamos. Uma delas decorria da situação em que fora levado o Estado.

Como aqui disse Fernando Bezerra, só de viaturas para a Polícia Civil e Militar era preciso comprar quase tudo de novo, porque tinham estragado sem repor sequer os veículos para percorrer essa região metropolitana e o Estado. Trezentas viaturas de mil e tantas que foram deixadas, era o que restava.

Além do mais, tínhamos que pagar todo mês de cada 100 reais que recebia o Estado, 82 reais era para pagar ao funcionalismo; restava, além da segurança, a saúde, a educação, o trabalho que se tem que fazer na RMR, trabalho que se arrasta há muito tempo, que foram paralisados; questão da água, construímos a Barragem de Várzea do Una, no governo passado, e ela lá ficou, cheia d'água, sem os canos para transportar água para Recife, São Lourenço e Camaragibe, obra que está sendo terminada agora.

E, assim, muitas coisas feitas, que foram destruídas ou abandonadas, eram as dificuldades que tivemos que enfrentar nesse período.

Mas, a outra dificuldade decorria da política econômica do governo federal, que já estava implantada e que nós dizíamos que ia trazer o desemprego, ia marginalizar mais ainda as regiões mais pobres, como está acontecendo com o Nordeste brasileiro. Abandonado, porque aqui não se investe nada. A nossa ferrovia faz 15 anos que não tem um prego, os trens estão paralisando, aumentando os fretes do interior p'ra cá.

A estrada central de Pernambuco, a 232, não tem reparos. E, por vezes, passa-se por uma estrada federal, como em Garanhuns, no contorno da cidade, não resta mais um pedaço de asfalto e o prefeito tem que botar barro, tapar buraco, pra poder passar o veículo. É o abandono a que o Nordeste está sendo relegado.

E nós entendemos que o Nordeste, ou Pernambuco, só podem fazer frente a essa situação se estiver unido e se o povo estiver na resistência a essa política de discriminação que é feita contra o nosso povo. Nossos adversários dizem que é preciso ser bonzinho, agradar, baixar a cabeça, pedir. Mas isso não é da índole nem da história do povo de Pernambuco.

Nós entendemos que, para Ter as coisas, é preciso Ter força, força política. E a força só vem da unidade do povo e da sua decisão de enfrentar politicamente a luta que o nosso Estado tem que travar, para sair da situação em que estamos.

E, além do mais, nós próprios fazemos o esforço de melhorar as condições de trabalho da nossa gente, como estamos fazendo qualificando os trabalhadores. E são dezenas de milhares de trabalhadores que estão, hoje, sendo qualificados no Estado. Porque o investimento maior que se pode fazer é no povo, é na população, para que ela tenha condições de trabalhar.

Seria uma indignidade trair a história do povo pernambucano, que jamais se curvou, mesmo quando das suas revoluções do século passado. Cortaram um pedaço do território, retiraram riquezas da nossa gente, mas nunca se curvou Pernambuco diante da prepotência.

E a prepotência tende a se reafirmar no nosso País, pois eles não vão poder conter o descontentamento generalizado que começa a existir na população, com o desemprego e a falta de perspectiva para o futuro, a falta de perspectiva para a nossa juventude.

Temos obrigação de abrir essas perspectivas. E elas ou se abrem com facilidade, elas se abrem através do trabalho duro, sistemático e determinado que sempre tivemos oportunidade de fazer quando estivemos à frente do governo.

É uma necessidade para eles, nossos adversários a nível local e nacional, eliminar a Frente Popular de Pernambuco, porque é a força de resistência maior que sempre existiu nesse País. Quando me combatem com armas desiguais, com inverdades, eles não combatem a esse que vos fala, eles combatem as posições políticas que o povo de Pernambuco sempre adotou, de defesa da democracia e da liberdade.

Tenho confiança de que o povo do Recife, nas próximas eleições, vai votar num pernambucano, trabalhador, Luís Inácio Lula da Silva para presidente. Vai votar em Humberto Costa para senador. Em Fernando Bezerra. Nos nossos deputados estaduais e federais. Peço votos a vocês, para dar continuidade ao que estamos fazendo e para abrir novos que não puderam ser iniciados nesse período.

Muito obrigado pela atenção de me ouvir. E até 4 de outubro, com a vitória da Frente Popular.

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