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Arraes: discurso 24 – Recife 03/08/1998

24 - "Ninguém pode me acusar de ter me desviado dos caminhos da ação popular"
(Comício em Santa Luzia, Recife 03/08/1998)

Meus amigos,

Quase que não diviso o fim desta concentração, porque está escuro lá atrás, mas diviso algumas faixas, diviso as faixas do nosso companheiro Dilson Peixoto, do PT, candidato a deputado estadual. Mas estas faixas todos vocês podem ver porque estão mais ou menos no centro do comício. Mas eu queria divulgar para vocês uma faixa que está aqui do meu lado, uma faixa que não é vista por todo mundo, porque é voltada para o palanque e ela diz: "hoje na Vila Santa Luzia tem políticos e até governador, mas todo dia a comunidade clama por segurança e o governo nada faz".

É o que pensam os nossos companheiros que postam a faixa e vocês têm o direito de saber o que diz a faixa, o que é que dizem os companheiros. Vejam bem: o governo não é o governador, o governo é um conjunto de forças, de instituições que servem ao povo, um conjunto que é a polícia civil e vocês viram, todos vocês, viram alguns elementos numa atitude que não é daqueles que prezam pela segurança do nosso povo. É daqueles que querem chantagear com a segurança e nós não nos dobramos a chantagem de ninguém.

Nós entendemos que todos, agentes de polícia, delegados, funcionários públicos, professores, que todos possam dizer que ganham muito ou que ganham pouco, é um direito que lhes assiste, mas não o de querer fazer dobrar a autoridade, pois a autoridade não se dobra a estas pessoas. A autoridade negocia com compreensão que deve ser para todos os pernambucanos e não só para eles.

Esta gente está equivocada ou está a serviço do inimigo que quer destruir a marcha da Frente Popular de Pernambuco, quer destruir aquilo que há muitos anos se vem construindo com muita dificuldade neste estado. O nosso estado é pioneiro e vanguarda das lutas da população mais pobre, da população carente.

Eles querem destruir porque se nos destroem como já destruíram muitos núcleos de resistência neste nosso país, este país vira um território, deixa de ser uma nação, vira um território onde todo mundo passeia e manda, por falta de uma cultura local, de uma estrutura populacional da nossa gente que sustenta a identidade de Pernambuco, do Brasil e de todos os estados que criaram a sua cultura e se aglomeraram, que sofreram para construir o pouco ou muito que temos e aquilo que divisamos para o nosso futuro.

Necessário que nós todos possamos nos unir em vez de nos dividir frente a atos como o que vocês presenciaram, atos daqueles que no passado estão a serviço dos inimigos, não digo que são inimigos nossos, mas que poderão ser na medida que estão na divisória da luta que nós travamos e nós queremos a unidade da nossa gente e ele, erradamente, lutam pela nossa divisão, lutam por questões menores, lutam para prejudicar a unidade daqueles que querem construir Pernambuco, que querem construir o Brasil.

Hoje, nesta vila de Santa Luzia se dá a marca desta campanha eleitoral de Pernambuco. Aqui se marca hoje a grande divisória entre aqueles que insistem em ser irredutíveis nas suas pequenas reivindicações e os que são grandes, abertos para a unidade da população como um todo e são aberto para que possamos marchar no sentido da construção do nosso estado e do nosso país.

Defendemos, no plano nacional, a eleição de Luís Inácio Lula da Silva Lula para presidente da República e defendemos que um pernambucano como ele, um pernambucano disposto a aceitar e atender as reivindicações dos mais pobres, dos marginalizados, daqueles excluídos, é fundamental para que o Brasil se constitua numa nação exemplar que dá direitos a todos aqueles que aqui se abrigam, uma nação que trata de resolver os problemas sociais da nossa gente.

Na eleição de 04 de outubro, Pernambuco vai votar com Humberto Costa, senador indicado pelo PT mas senador dos pernambucanos, mas não só do PT, senador das forças que lutam pela unidade da nossa gente de todos aqueles que defendem os interesses fundamentais do pernambucanos. Vai votar em Fernando Bezerra Coelho, meu vice-governador, para que possamos retomar a luta que temos travado desde muito tempo pelos trabalhadores e excluídos.

Quero dizer a vocês que aqui veio com espírito aberto, que a faixa que aqui está não nos faz justiça, mas que é necessário que aqueles que fizeram a faixa reflitam e pensem, vejam os fatos, pois o fato é que quando assumi este governo não havia protesto algum, de ninguém, quanto ao fato de que havia sido destruídas as viaturas da polícia. Deixei 1,2 mil viaturas quando deixei o governo, encontrei menos de 300. Não encontrei um colete salva-balas para agentes de polícia, para polícia militar, para ninguém.

Foi a partir deste governo que se conseguiu começar a proteger os nossos irmãos encarregados pela segurança. E pensem que estes fatos podem até parecer irrelevantes, que até poderíamos fazer mais do que fizemos. Mas nunca nos desviamos do caminho do fazer, do caminho que leva a proteção da nossa gente, do caminho que dita a solução dos problemas sociais do nosso.

Ninguém pode me acusar de ter me desviado dos caminhos da ação popular que abracei 50 anos atrás e é por isso que tenho condições de voltar aqui hoje para pedir a vocês o voto para governador do estado pela quarta vez, que aqui venho pedir voto para Lula e Humberto Costa a 04 de outubro.

Muito obrigado.

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