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Arraes: discurso 20 – Caruaru, 24/07/1998

20 - "Grupos que usam dinheiro do povo passam por cima de tudo quanto é regra nesse País" (Durante inauguração de comitê de Jorge Gomes, Caruaru, 24/07/1998)

Meus amigos,

Hoje lamentei a saída de Fernando Lyra. Mas acho que ele não sai, ele vai continuar me ajudando fora dos cargos porque tem, teve durante sua vida toda o desejo de servir ao nosso Estado, ao nosso povo e ao nosso País. Quem, como ele, enfrentou no passado a luta contra a ditadura. Quem como ele tem sensibilidade para defender a democracia e a liberdade, vai ter em qualquer condição em que se encontre, vai ter que se juntar a nós, não sair de junto de nós, para enfrentarmos essa fase da vida brasileira. Quando não há ameaça de uma ditadura militar, mas quando se estabelece uma ditadura centrada na unificação do poder central e da utilização cada vez mais forte da mídia no país inteiro para concentrar poder econômico, poder político e ditar regras para a nossa pátria.

Jorge, todos vocês conhecem e não preciso falar dele, basta subscrever o que todo mundo diz e o que todo mundo diz como uma verdade inconteste. Jorge é uma figura, um companheiro em quem a gente confia cegamente. E são poucos aqueles em que assim se pode confiar. Não só por desconfiança, porque seja ruim o outro, mas porque cada qual de nós tem suas fraquezas. Jorge, se tem erros, ele erra por lado do exagero: é modesto demais é simples demais. É aí o erro de Jorge, para apontar um erro desse companheiro prezado por todos nós.

Tenho muita satisfação de aqui está para assistir a abertura do seu comitê. Pois nós precisamos dele na Assembléia Legislativas, nós temos necessidades de homens como ele, em quem se possa confiar e repousar trabalhos e tarefas importantes para o nosso Estado, sobretudo nessa fase em que estamos vivendo, que não é uma fase como outra qualquer, é uma fase diferente em que se procura implantar de qualquer forma um modelo econômico que está gerando no mundo todo e aqui também o desemprego, a instabilidade social, os defeitos todos que vocês conhecem desta instabilidade, pois a instabilidade gera violência, gera o ociosidade, gera os vícios, gera tudo que não presta.

E é isso resultante dessa política que lá está, que fecha fábricas, que não dá recursos para os pequenos agricultores, que não ampara a pequenas empresa, que deixa abandonado o Nordeste, sem definição de uma política sequer para qualquer coisa dessa região e aqui em Pernambuco.

Há três anos e meio, por exemplo, que me bato para que aja uma política para a Zona da Mata de Pernambuco, onde mais da metade das usinas fecharam, sem que aja uma definição de nada. Uma definição. Pelo menos dizer "não vamos fazer nada" já é uma definição.

A gente sabe que não pode contar com nada, que os produtores não podem contar com nada, que os trabalhadores não podem contar com nada. Mas, não: é a indefinição total, num descaso para com uma situação muito grave que tem na região nordestina uma seca que se abateu, uma seca que foi até o litoral. Pois barragens no litoral secaram pela primeira vez na história de Pernambuco.

Essa indefinição é porque a concentração de poder e a concentração econômica nas mãos de alguns poucos grupos que saíram do nada e que hoje dirigem as principais empresas nacionais, feitas com o dinheiro do povo e transferidas ninguém sabe como para esses grupos privados que agora mandam em todas elas, com desrespeito à população, passando por cima de tudo quanto é de regra neste país.

Temos acompanhado tudo isso, feito protestos contra essa linha política do governo federal, insistido para que haja uma certa colaboração conosco e com os municípios brasileiros, pois os prefeitos também estão se ressentindo dessa concentração de recursos a cada vez que eles apresentam um projeto lá em cima. Estamos perdendo com a Lei Kandir, estamos perdendo com a lei da educação, estamos perdendo com muitas coisas feitas de cima para baixo, sem que ninguém seja ouvido sequer para saber quanto vai perder. Pois, só se sabe quanto vai perder quando está assinada a medida provisória do senhor presidente da República.

Esse momento nos leva a entender que é necessário reorganizar a nossa economia, a reorganizar o nosso povo, a dar ao nosso povo uma qualificação nova para assumir tarefas diferentes, assumir trabalhos novos que possam soerguer a economia da região. E, por isso, começamos a qualificar trabalhadores.

Existem, na Zona da Mata, 30 mil sendo requalificados e gente na seca também recebendo instrução para que se possa, pouco a pouco, refazer, construir uma economia diferente, uma economia de resistência, de resistência à marginalização que está sendo feita na nossa região e na nossa população.

Pois não podemos ficar esperando que quem não definiu nada em três anos e meio não vai definir daqui pra frente e tudo mostrar que vão se manter no mesmo caminho tudo mostra que vão apertar cada vez mais, nessa direção deixando-nos sem ter condições de continuar com as formas de produção e mesmo até com alguns produtos que se tem no nosso estado que não podem competir com s mesmos produtos vindos de outras regiões, o procuramos qualificar e chamar técnicos para Pernambuco.

Técnicos que nos vão ajudar a difundir, como já está sendo difundidas tecnologias, diferentes e novas para que haja mais eficiência no trabalho do nosso povo e para que nos possamos ir nos sustentando com as forças que temos.

Se não vier nada de fora temos as condições de sobreviver e de progredir , pois a maior riqueza que nós temos é o nosso povo é o seu trabalho é a sua capacidade de imaginar formas de sobrevivência. Andei por esse Agreste, conversei com pequenos produtores para saber como é que sobrevive um homem numa terra seca como essa, com a família e fico aprendendo com eles com eles é que agente aprende como se sobrevive, num esforço de imaginação de trabalho, num esforço para não depender de ninguém, num esforço para saber como utilizar os poucos instrumentos que tem na sobrevivência dessa tão sofrida,.

Sabem que nós estamos sendo discriminados, exatamente porque desde o começo declarei e declaro ao Sr presidente da república que a estabilidade da moeda é importante mas ela de nada vale com a instabilidade social que está acontecendo e que dela decorre, não é com pequenas compensações de mandar cesta básica para alguns municípios pela comunidade solidária que se compensa aquilo que é tirado e que não é mandado para o NE brasileiro, nós estamos sendo encurralados e não podemos nos deixar ir mais adiante nessa forma. Agora recomendei que se votasse no Confaz contra a proteção e isenção dos telefones, pois quem usa o telefone pode pagar imposto.

Muita gente nessa terra nunca falou num telefone, então não pode dispensar o imposto que pode servir para apoiar quem não tem telefone, apoiar os mais pobre os pequenos proprietários, os artesãos, as pessoas que precisam de algum impulso para poder decolar na vida.

Mandei votar e vou assinar um decreto, segunda feira confirmando essa decisão, que não é do agrado do Sr. Presidente da república, nem do seu governo, mas nós já estamos com a paciência esgotada de fazer as reclamações que temos feito ,de tentar nos compor, de propor de discutir, de argumentar, eles decidiram que o caminho deles é esse que vocês ouviram e nós temos o nosso próprio caminho e vamos abrir esse caminho sejam quais forem as dificuldades, porque não pudemos, não pudemos nos curvar as imposições de ninguém.

Esse estado nunca se curvou nem vai se curvar eles estão muito enganados, pois se o presidente da republica vem a Caruaru com os seus amigos e aliados para dizer que não manda os recursos que PE tem direito da antecipação do BNDES ele está muito enganado achando que vai nos matar e que vai nos fazer curvar por causa disso, ele fique com o dinheiro dele que nós arranjamos outro, fique com o dinheiro dele porque se não arranjarmos outro nos temos quem trabalhe nesses estado, nós temos quem enfrente uma situação de guerra que não é só nossa é uma guerra do Brasil todo, sobretudo do Brasil marginalizado, que está sendo esfomeado desempregado em toda a parte e PE sempre esteve na dianteira dessas lutas e nós vamos contar com o povo de Pernambuco de forma que ele nem imagina, porque nos vamos unir o povo nessa resistência contra ele e contra os seus amigos que estigam para que não venham os recursos necessários a solução dos problemas da nossa gente.

Aqui nesse palanque estão os que vão resistir e creio que na praça também a resist6encia se dará coma solidariedade que vai se espalhar por todo Pernambuco. Nosso companheiro Jorge Gomes é um deles reunia os que aqui se encontram e nós queremos também unir nacionalmente com outras forças, comas forças que defendem a candidatura de Luis Inácio Lula da Silva para presidente, comas forças que querem o progresso a autonomia em nosso país.

Vamos votar fechado em Lula para presidente, Humberto Costa para senador e Fernando Bezerra Coelho, nos candidatos da frente popular e vamos eleger deputados que possam dar sustentar a essa resistência que é necessária fazer para mudar a face desse país e para que Pernambuco saia de pé e de cabeça erguida nessa luta que eles nos querem fazer e contra qual receberão a resposta a altura.

Muito obrigado e muito boa noite.

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