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Arraes: discurso 17 – Vila Felicidade, 20/07/1998

17 - "Para avançar, é preciso uma fora que baixe sempre no mesmo caminho"
(Na Vila Felicidade, 20/07/1998)

Meus amigos,

Conheço esta cidade há muitos anos, há mais anos que a maioria tem de idade neste praça. Vi como ela cresceu, como o povo foi se situando nos morros e nos alagados. E foi o povo que foi construindo suas casas, com ou sem ajuda, da forma como Deus provia a cada um, com diferentes circunstâncias que eu presenciei.

Por vezes, quando prefeito do Recife, fui acordado de madrugada por comissões de invasores de terra desta cidade, que estavam cercados pela polícia, para derrubar os barracos quando amanhecesse o dia. Compareci a muitas dessas invasões, quando o povo desesperado, sem condições de ter um chão e um teto para morar, apelava para uma ocupação de terrenos, em toda esta zona, em toda esta periferia. Mas na medida em que a cidade foi crescendo, o povo foi sendo empurrado para trás e outros mais bem aquinhoados foram ocupando estas invasões e jogando o povo para a periferia.

Muita gente que conheci antes do golpe de 64, quando voltei para o Recife, estava morando na periferia de Camaragibe, por falta de condições de permanecer no seu lugar. Se a história se repete, e é necessário que o povo entenda este fenômeno, que o fenômeno que vai permanecer e continuar, se nós não tivermos as condições, a capacidade e o conhecimento para resistir a esta expulsão que joga os mais pobres cada vez mais para a periferia, para mais longe.

O que foi feito aqui foi uma pequena coisa, uma tentativa de localizar vocês no lugar que invadiram, um lugar que precisa ser ocupado e que as casas, por si só, não garantem, ainda falta terminar muita coisa aqui nesta área. Há pouco li aqui neste lado uma reclamação de que 80 famílias estão esquecidas. Não há ninguém esquecido, porque nós não pudemos nos esquecer de todos aqueles que não conseguiram sequer um barraco como essa da Vila Felicidade. E há muita gente ainda que precisa de chão e de casa, que precisa de água e de luz, que precisa de trabalho.

Para que nós possamos avança, é necessário que exista uma força que baixe sempre no mesmo sentido, no mesmo caminho, nós não podemos vacilar em relação ao caminho. O que nós precisamos ver é quem sempre esteve neste caminho. Se fez dez casas, 200, 2.000, não importa. O que importa é que ele pense em fazer as casas daqueles que ocuparam os terrenos e vivem na lama.

E se a única coisa que posso dizer e me valer diante de vocês e de Pernambuco é que sempre estive, estou e estarei neste caminho, do caminho que procura resolver os problemas sociais mais agudos da nossa terra, daquele que protege os invasores de terrenos, dos que procuram minorar a situação dos que vivem na lama, dos mais pobres, esquecidos e marginalizados.

E por isso que sempre estivemos neste caminho, sempre também fomos combatidos com violência pelos adversários do passado e do presente. Vocês sabem que no meu primeiro governo fui deposto porque eu defendia os trabalhadores e o direito que eles tinham de receber aquilo que a lei mandava e agora, depois de tudo o que nós passamos daquele período, o combate continua intenso forte e impiedoso. Não é a minha pessoa que eles combatem, eles combatem a causa que nós representamos no passado e que representamos hoje, a causa que o povo quer que seja defendida e em torno da qual eles se unem.

Nesta eleição, venho pela quarta vez pedir o voto de vocês e vocês sabem muito bem que é não é para eu só governador e ficar no Palácio das Princesas porque melhor seria depois de 60 anos de trabalho eu fosse para casa, cuidar dos meus afazeres. É porque eu não posso abandonar uma luta que sempre travei na minha juventude e que é necessário preparar o nosso povo para frente, resolvendo os problemas da população, mas construindo uma força sólida que possa assegurar os direitos que tão penosamente, no curso de tantos anos, o povo vem conquistando no nosso estado e nosso país.

Esta vila tem um nome bonito, a da Felicidade, mas este nome para existir concretamente exige ainda muita coisa para ser feita pela população deste estado e desta cidade do Recife, onde existem 500 favelas para serem urbanizadas como esta, que nem concluída está. Nós não pudemos pensar só aqui, nós temos que pensar em todos os nossos irmãos que são parecidos com aqueles que moram na Vila Felicidade, que para conquistar a verdadeira felicidade precisam se unir, lutar muito e ter determinação para fazer as conquistas dos direitos que têm o povo e que nada foi concedido.

Agora eles querem destruir este caminho que o povo abriu e nós vamos marcar este caminho com uma grande vitória aqui em Pernambuco e no Recife, com a eleição de Lula, Humberto Costa e Fernando Bezerra, dos nossos companheiros da Frente Popular. Para a vitória com todas as 500 favelas do Recife, onde vamos liquidar com os nossos adversários, que sempre pensaram no Recifolia e na diversão para os ricos. Nós, quando pensamos em diversão para os pobres, pensamos nos clubes de futebol, onde ninguém poderia comparecer, naquelas diversões acessíveis para muita gente, pois aquilo que é de pouco não contenta a maioria nem serve ao povo. Vamos marchar unidos para vitória de 04 de outubro, para fortalecer Pernambuco e defender os interesses do nosso país.

Muito obrigado e boa noite.

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