curta nossa página no facebook / Like us at Facebook Entre em nossa comunidade do orkut / Join us at orkut Siga-nos no Twiiter / Follow us at TwitterSiga-nos no Linkedin / Follow us at LinkedInAdicione-nos em seu círculos / Add us at your circles

Arraes: discurso 15 – Mustardinha - 14/07/1998

15 - "Não estou em condições de cobrar nada ao povo, o povo é que tem condições de me cobrar" (Comício na Mustardinha - 14/07/1998)

Meus amigos da Mustardinha,

Estamos novamente na praça do Recife para pedir o voto do seu povo, pela quarta vez para governador do estado, além de uma vez para prefeito e duas vezes para deputado federal. É pedir voto durante muito tempo, mas é que nós escolhemos desde cedo este caminho, o caminho que temos trilhado durante estes 50 anos de vida política, o caminho do povo, o caminho daqueles que nunca tiveram vez contra as elites deste Estado. Se não fosse o voto do povo e muitas vezes apesar dele como foi em 64 eu não teria condições sequer de estar em praça pública.

Vocês podem conferir as eleições de Recife desde muito tempo e verifiquem quem votou comigo em todas estas eleições. Eu posso perder as eleições em Boa Viagem, no Espinheiro, nas Graças, mas nunca perdi na Mustardinha nem na periferia do Recife. É que o povo me conhece desde muito tempo. E se aqui está muita gente que se foi nestes trinta e tantos anos em que comecei a passar pela Mustardinha quando não tinha água e luz, não tinha pavimentação, era lama. Foi pavimentada quando Pelópidas e eu fomos prefeitos, iluminada naquela época. Quando começou a Mustardinha, não tinha uma escola sequer, eu fiz quatro escolas e botei água para aliviar situação difícil da população desta periferia.

Estou lembrando destas coisas não para cobrar nada, porque não estou em condições de cobrar nada ao povo, o povo é que tem condições de me cobrar. Fiz aquilo que podia, dentro das dificuldades que todos vocês conhecem, o mínimo necessário para o povo, porque quem governa uma terra pobre como essa fica sempre satisfeito por ter cumprido, ter feito tudo aquilo que deveria ser feito, sempre ter feito alguma coisa a mais.

A gente apenas, como diz o povo, "arremedeia" porque não pode resolver, não pode dar soluções definitivas. Isso quer dizer que a nossa luta, a luta do povo, é uma longa luta que conquista passo a passo as pequenas coisas, o que é de direito e às vezes este direito retrocede quando as elites verificam que o povo e a sua unidade, a sua organização, ganha força e se transforma cada vez mais numa ameaça aos seus privilégios.

Foi assim em 1964, quando me derrubaram do governo quando a massa popular do Recife estava organizada e consciente. Trouxeram vinte e tantos anos de escuridão, quando ninguém podia falar neste estado e nem neste país, quando a população tinha de se calar pela repressão e agora eles trouxeram novos instrumentos, o instrumento da comunicação, do embuste. O instrumento que entra na casa de todo mundo, das televisões, dos rádios dos jornais que não são nossos porque não tive rádio, nem televisão e nem jornal, só tenho mesmo a boca do povo e o testemunho daqueles que me conhecem.

Mas como força popular neste estado e neste país sobrevivemos pela boca dos mais velhos, dos que podem dar testemunho da nossa luta, dos que podem assegurar que nós nunca nos desviamos do caminho. Encontro muitos homens que me dizem que votam comigo e eu pergunto "e você me conhece, você que é tão moço" e ele responde "eu sou moço, mas meu pai e minha mãe conhecem o senhor e sempre disseram que era para eu votar com o senhor".

É este testemunho que leva o povo a reconhecer quem nunca o traiu, a reconhecer quem sempre esteve no mesmo caminho, de quem sempre lutou pelas causas populares daqueles que não têm condições sequer de falar, de se organizar, dos que se encontram marginalizados pela elites que sempre comandaram este estado.

Sou candidato a governador pela quarta vez, não porque queira ser governador porque fui até demais, três vezes é muita coisa e o povo costuma dizer que "uma vez é pouco, duas é bom e três é demais". Quatro, então, é muito demais para mim, mas é que nessa hora de dificuldade para o nosso país e para este estado, convocado pelos meus companheiros não pude deixar de aceitar esta tarefa e vamos executar com o mesmo cuidado, a mesma responsabilidade com que sempre ocupamos os postos públicos deste estado.

E o povo de Mustardinha sabe qual é a direção que temos, nós fomos sempre combatidos pelas elites porque sempre defendemos os direitos do povo. E é com Lula na presidência da República, Fernando Bezerra Coelho, Humberto Costa no senado, que continuaremos a defender, mas para isso é preciso que o povo continue a ter a mesma consciência, porque vamos constituir um pólo de resistência que sempre foi Pernambuco, para mudar a política que traz o desemprego, que traz o desassossego à nossa gente aqui e em todo o Brasil. E a Mustardinha não é de falhar, a Mustardinha vai marchar conosco para grande vitória de 4 de outubro.

Muito obrigado.

Powered by Bullraider.com

Parceiros

Publicidade

PE A-Z © Todos os direitos reservados

Console de depuração do Joomla!

Sessão

Informação do perfil

Memória Utilizada

Consultas ao banco