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Arraes: discurso 14 – Recife - 13/07/1998

14 - "Estou no mesmo caminho que assumi há 50 anos"
(Comício na Vila São João, Recife - 13/07/1998)

Meus amigos,

Venho novamente, pela quarta vez, pedir votos ao povo pernambucano. Companheiros da Frente Popular convocaram-me mais uma vez para enfrentar adversários que são nossos há 50 anos, porque sempre lutamos contra as elites desta terra, sempre lutamos contra aqueles que em todas as áreas de Pernambuco discriminaram o povo mais pobre.

Em 62 elegi-me pela primeira vez governador contra essas elites. Foi naquela época que tiramos a polícia da porta dos trabalhadores da cana de açúcar para que eles pudessem se sindicalizar, pudessem formar sindicatos e reivindicar os direitos que a lei assegurava. Naquela época um trabalhador da cana ganhava um terço do salário mínimo, lutava para matar a fome dos seus filhos. Por isso fui preso no Palácio do Governo, jogado para fora do País, porque não quis me submeter ao golpe militar que abafou o movimento popular no Brasil e derrubou o presidente João Goulart.

Quando voltei, fui deputado e na oportunidade que se abriu eu me candidatei novamente ao governo e pela primeira vez fiz isso colocando meu nome, adiantando meu nome para as forças políticas. Porque eu entendia que a minha eleição simbolizava o retorno das forças populares do Estado derrubadas naquela época, e marcava uma nova posição no nosso Estado, reerguendo a força dos mais pobres, a força dos trabalhadores, as forças que se opuseram a elite em Pernambuco.

Na terceira vez, eu fui chamado, já tinha sido duas vezes e o povo costuma dizer que ''um é pouco, dois é bom, três é demais''. Eu achava que era demais ser governador três vezes. Achava que outros deveriam vir tomar o meu lugar. Mas eles me convocaram e eu vim diante do povo dizer que aceitava o encargo de ser governador porque as dificuldades da nossa gente eram muito grandes e aumentavam cada dia e que eu não podia me furtar, me negar a lutar com o povo de Pernambuco em meio às dificuldades. Se tudo estivesse às mil maravilhas, eu talvez não aceitasse ser governador.

E agora vocês sabem que o desemprego aumenta, que as dificuldades são grandes, em razão da política federal estabelecida pelo atual governo. E nós temos que reverter essa situação, temos que lutar contra a discriminação que eles vêm fazendo a Pernambuco. Temos que lutar com nossas forças para fazer daqui um marco de resistência que possa apoiar Lula como presidente da República que nós vamos eleger. Mas que seja um marco de resistência em qualquer situação que se apresente, porque o povo de Pernambuco tem a obrigação de estar à frente de nossas lutas, das lutas do nosso País, como sempre esteve na história da nação brasileira.

Sabem que jamais cometi nada, a não ser continuar o mesmo caminho que assumi há 50 anos.

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