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Arraes: discurso 12 – Dois irmãos - 13/07/1998

12 - "Poderia ter-me aliado ao governo federal"
(Comício no Córrego da Fortuna, Dois irmãos - 13/07/1998)

Meus amigos,

Por aqui tenho andado desde 1960, quando Sítio dos Pintos pertencia a Camaragibe, quando Sítio dos Pintos estava mais ligado a lá do que com cá. Havia caminhos, mas não havia sequer uma estrada que ligasse o Sítio dos Pintos, que parecia Camaragibe, a Recife. E lá a população se instalou nas margens do grande latifúndio dos Amazonas, que possui todas aquelas terras.

Falo nessa data tão distante para mostrar que o povo luta há muito tempo, anos e anos, para obter as coisas mais simples, necessárias à vida da sua família. Pois, quando voltei do exílio em 79 e, sobretudo, quando assumi o governo novamente em 87, o Sítio dos Pintos não tinha estrada, não tinha ônibus, não tinha estrada, não tinha água, não tinha nada. Isso, muitos e muitos anos depois. E, assim, agora, que as necessidades do nosso Estado e do nosso povo não são muito diferentes do passado, se melhoraram alguma coisa, resta fazer mais coisas do que já se fez, num trabalho que deve ser continuado pra valer.

Mas, venho hoje pedir o voto de vocês pela quarta vez para governador do Estado menos para fazer promessas que nunca fiz, porque pra dizer que tenho consciência da situação que hoje vivemos. E que é necessário que se estabeleçam aqui e em outros lugares do País governos que politicamente resistam aquilo que está sendo feito na nossa terra, com a marginalização ainda maior da população pela concentração acelerada de riquezas que se faz para alguns grupos e nalgumas regiões criando pelo Brasil a fora outros Nordestes, gente que nas periferias de importantes cidades até no Centro-sul começam a se parecer ou viver pior do que os nordestinos e a periferia do Recife.

E esse modelo econômico tem feito a mesma coisa até nos Países ricos da Europa. Uma das preocupações hoje do governo inglês é colocar debaixo de uma casa, tirar da rua onde moram, milhares e milhares de cidadãos da Inglaterra que não têm mais onde morar. A miséria, portanto, que traz esse modelo econômico instaurado a pretexto de estabilizar a moeda, é preciso ter contra isso uma reação que só pode vir dos lugares que sentem esse problema, do povo que unificado possa dizer basta a essa marginalização e a discriminação por que passamos.

Poderia, como aqui foi dito, me atrelar ao governo federal. Mas vocês sabem que já em 1964 recusei-me a apoiar um golpe militar que derrubou o presidente João Goulart, preferi ir pra cadeia e pro exílio a trair minhas convicções e a posição que sempre adotei nas questões populares no País. Não seria agora, por dez mil réis, que eu iria trocar essa posição que não adotei cercado pelas armas dos militares naquela oportunidade.

Portanto, venho pedir o voto para a resistência que eu sei que os pernambucanos querem fazer. Pois os pernambucanos jamais curvaram a cabeça, os pernambucanos sempre estiveram na dianteira das lutas da nossa terra. Os pernambucanos sempre resistiram e nós vamos, em nome dessa história, em nome da dignidade do nosso povo, resistir contra as discriminações que nos estão sendo feitas e unir nossa gente para trabalhar pelo crescimento do nosso Estado e pela solução dos problemas sociais que vocês tão bem conhecem.

Muito obrigado com a presença hoje aqui e até a vitória de 04 de outubro.

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