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Arraes: discurso 11 – Paulista, 11/07/1998

11 - "A questão não é só fazer as coisas, mas saber para quem se faz"
(Comício em Paulista, 11/07/1998)

Meus amigos

Meus amigos de Paulista. Venho mais uma vez a Paulista, para pedir o voto do seu povo. E venho, como das outras vezes em que aqui estive com meu amigo, irmão e companheiro Geraldo Pinho Alves, ele conhece como o pai dele essa praça. E essa história é de Geraldo. Muitos homens que encontrei por aqui também me conhecem, porque a mãe ou o pai me conhecia.

Não sou político feito pela televisão, sou político feito pela boca do povo, pelo testemunho do povo. Foi a população que sempre me defendeu nesse Estado contra os ataques que tenho recebido desde que comecei minha vida política. Pois ela sempre esteve de um lado, sempre esteve do lado do povo e contra as elites que dominaram Pernambuco durante toda a sua história.

Além de outras honras que tenho, tenho a de ter sido o primeiro governador desse Estado, eleito em 1962 contra todos os usineiros e contra toda elite pernambucana. Não é contra mim os ataques, eles afetam o lado que escolhi, o caminho que segui e que continuarei seguindo. Eles atacam a minha pessoa para liquidar as forças populares, pois são elas que eles querem destruir, pois, com elas, os seus privilégios se acabam e o povo vem à tona para reivindicar seus direitos, o povo continua de cabeça de fora, unido, organizado.

Um prefeito de cara nova como Geraldo Pinho Alves, que sempre administrou essa terra, como outros prefeitos, como deputado que começam a defender os legítimos direito do povo, isso não interessa a essa gente. Nos primeiros tempos diziam, me atacavam de comunista. Eu nunca fui comunista, nunca pertenci ao Partido Comunista, mas também não dizia que não era porque nunca disse para não dar gosto a essa gente, para não parecer que estava com medo, para não parecer que eu era anti-comunista, e me chamassem de comunista as vezes que quisessem, de baderneiro, de agitador, nunca baixei minha cabeça, nem pedi favor a essa gente.

Toda minha vida foi no meio do povo que me defendeu. E foi o povo em 64 que ainda pegou a resistência para defender meu mandato e eu não quis jogar o povo contra as armas, porque não queria banho de sangue no nosso Estado.

Pretenderam que eu ficasse, eu disse que não tinha coragem, se me entregasse eu não tinha coragem de viver diante de meus filhos e diante do povo. Eu não ia baixar minha cabeça, eu preferia me submeter às armas que apontavam para o Palácio do Governo. Não me queixo, nem nunca me queixei de prisão, nem de exílio. Acho que a prisão e o exílio são feitos para quem defende os interesses do povo, porque nenhum da direita foi exilado, eles defendem outros interesses, não os interesses das maiorias.

Hoje torna-se difícil voltar aos tempos da ditadura, mas se o desemprego continuar, se a agitação do povo começar, eles vão de novo atentar contra a democracia. Nós precisamos estar preparados para defender a democracia neste País. Devemos estar preparados para as mudanças necessárias ao crescimento que atenda a maioria do povo, que acabe com o desemprego.

Depois, quando voltei do exílio, inventaram que eu tinha ficado rico. Ora, meus amigos, é uma coisa que eu nunca quis ser e não quero. Se eu quisesse ser rico, estava rico há mais de 50 anos. Se eu quisesse ser rico, tinha enriquecido na juventude. Mas eu não gosto de dinheiro, eu gosto de trabalhar pelo povo e de fazer política, eu gosto de construir. Para mim, pouca coisa chega.

Criei meus filhos, são todos independentes. Não tenho mais medo de nada. Meus filhos, que são 10, se me derem um salário mínimo cada um, por mês, eu vivo muito bem, melhor do que muita gente. Agora, inventaram essa história dos precatórios. Essa gente quer é um bate-boca, quer levar a questão para aí e desviar da questão política que eles não podem enfrentar. Duas coisas eles fazem: atacam, difamam por um lado.

Por outro lado, eles impedem, com o apoio do presidente da República, que venham recursos para Pernambuco, para ver se nós nos dobramos, para ver se o governo se desequilibra. Para ver se desequilibrando o governo, o povo se descontenta e eles vão para o poder com o votos dos pernambucanos. Não há nada de construtivo na boca dessa gente. Eles só têm palavras para destruir, eles só têm palavras para atacar.

Perguntem o que fizeram no passado e para quem fizeram. Porque a questão também não é só de fazer as coisas, é de saber para quem se faz as coisas; se é para os ricos, como eles sempre fizeram.

Quando cheguei aqui, no governo de 1987, verifiquei as propriedades rurais que estavam eletrificadas no Estado. Eram 29 mil; a menor delas tinha 200 hectares, o que significa que eles fizeram eletrificação rural para os ricos e o que nós fizemos foi fazer eletrificação rural para os pobres, 150 a 200 mil, para que a mulher pernambucana, perdida num sítio desses, possa ver uma televisão, possa se educar, possa orientar os filhos para estudar de noite, fora da luz do candeeiro...

Eles fazem para o rico. O lazer é para os ricos também. Meu adversário, que foi prefeito do Recife e agora é candidato, fazia festa, fazia festa em Boa Viagem para gente cercada com uma corda e que pagava entrada, enquanto pouca gente em Paulista pode pagar entrada para uma corda daquela. Nós não esquecemos a lazer do povo, fizemos o programa da nota e outros programas, para que o povo pudesse ver futebol, ouvir os artistas populares do Estado, para que o povo pudesse ir ao teatro. Mais de um milhão de pessoas foram aos estádios de futebol em Pernambuco, a maior assistência do país inteiro. E 200 e poucos mil pernambucanos que nunca tinham ido ao teatro, puderam assistir peças de teatro, cinema e ouvir os nossos artistas populares.

Essa é a diferença de rumo nossa deles e o povo sabe perfeitamente disso. Por isso vim ao povo que sempre considerou a mim, a Geraldo e outros companheiros que trabalhamos na mesma linha.

Eu não tenho a preocupação....As explicações todas dessa história já foram dadas e repetidas. Mas eles continuam na mesma cantilena, porque não têm o que dizer, porque não têm o que propor, porque não sabem o que fazer para a frente. Nós vamos, nesta campanha, construir aquilo que precisa ser feito pela frente, aquilo que precisa ser contratado, porque encontramos o Estado arrasado, como Geraldo encontrou aqui a prefeitura. Levamos tempo para recompor, fizemos algumas coisas dentro dessa linha de trabalho que vocês sabem. Mas ainda teremos que fazer muito mais.

E nunca fiquei pensando em... Como eu disse, eu não gosto de dinheiro, eu gosto é quando o povo.... A gente quando faz as coisas só porque recebe dinheiro, pode até fazer de má vontade. Mas, se fizer as coisas que acha que é bom para a coletividade, recebendo ou não dinheiro, dá um gosto no coração de fazer aquilo, porque não é só pra si, é pra nossos amigos, pra coletividade.

O povo vai nos ajudar, nós precisamos mais do que nunca dessa ajuda. E eu sei que aqui em Paulista vocês nos ajudarão, falando com todo mundo, dentro do estilo de campanha que nós sempre fizemos, que é pedindo ao povo que supra nossas deficiências na televisão, indo de casa em casa, para que possamos eleger à presidência da República Luís Inácio Lula da Silva e em Pernambuco para eleger o nosso senador, os nossos deputados e todos aqueles que se candidatam pela Frente Popular. Povo de Paulista, eu estou confiante da vitória aqui e em Pernambuco.

Muito obrigado, muito boa noite.

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