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Arraes: discurso 05 – São José do Egito, 30/07/1998

5 - "Só quero votos daqueles que acham que ainda posso abrir os caminhos do futuro" (Comício no município de São José do Egito, 30/07/1998)

Meus amigos,

Os poetas acabam de cantar dizendo que devo permanecer no Palácio das Princesas. E o que significa permanecer no Palácio das Princesas? Pra muita gente, viver num palácio é uma coisa extraordinária, é uma vida fácil. Mas, fiquem certos de que é possível viver com a vida fácil no palácio, mas ninguém fica tranquilo dentro do Palácio conhecendo as necessidades do povo. Ninguém fica tranquilo no Palácio sabendo que não pode resolver todos os problemas.

Ninguém fica tranquilo no palácio, com o que está se passando neste País, no NE e aqui no nosso Estado, quando aqueles que dizem que são avançados regridem politicamente 70 anos, para a República Velha, quando os presidentes discriminavam quem eles queriam por esse Brasil afora e quando os pernambucanos se recusavam a aceitar essa discriminação, levantava a cabeça todas as vezes que isso ocorreu na nossa história.

Sou candidato novamente, pela convocação dos nossos companheiros, candidato porque entendo que é preciso manter o caminho que estamos seguindo nesses 50 anos de vida pública. E esse caminho é o caminho que leva à solução sistemática, por vezes difícil, dos problemas da nossa população.

Hoje, aqui no município de Tabira, passei e parei no lugar onde foi posta água para uma comunidade de 400 a 500 famílias que há 20 anos ou mais, desde que ali moram, carregavam água na cabeça, em lombo de burro e, quando muito, num caminhão que abastecesse aquela área. E a água, que é uma coisa fundamental e o problema mais elementar para a vida humana, falta nesse Nordeste.

E nós encontramos no outro governo que fizemos uma enorme quantidade de povoados e de cidades sem água e nos dedicamos agora, neste segundo governo depois da minha anistia, a tratar da questão da água. E essa questão que parece, como eu disse, simples porque é uma coisa que até cai do céu e está caindo sobre as nossas cabeças, mas é um dos problemas dos mais sérios para os quais temos que atentar daqui para a frente, e temos de cuidar, de zelar por ela, de zelar pelo abastecimento dágua, de zelar pelas fontes dágua, de zelar para que se produza mais água para aqueles que estão na sede e para que se tenha água no futuro.

A Companhia de PE, a Compesa, encarregada pelo abstecimento dágua no Estado, eu encontrei falida quando assumi agora em 95. Falida e viciada. Para consertar essas coisas, leva-se tempo, não é simplesmente assinar um papel; é preciso reorganizar, pouco a pouco, é preciso mudar a cabeça de muita gente, para sustentar os nossos pontos de vista e para que atue de maneira a servir à população. Pois muita gente, quando entra no serviço público, de qualquer repartição que seja, entra com a cabeça totalmente desvirtuada, achando que aquilo ali é para resolver a vida dele, resolver a vida da família. E o serviço público não é para isso, é para resolver a vida da população.

Quem pensa que é dono do serviço público vai começar a dançar com a consciência cada vez maior que tem o povo unido. O governador é para servir ao povo; os deputados, os senadores, os prefeitos, os vereadores. E essa noção de serviço, em vez de ser de mandar, é fundamental nessa luta que nós travamos. Porque os nossos adversários sempre foram governo nesse Estado. E só não foram governo no Estado de PE quando esse que vos fala se elegeu governador pela vontade da maioria dos pernambucanos.

Meu primeiro governo foi de um ano e um mês, eles me derrubaram, me prenderam, me mandaram pra fora. Tudo bem. 17 anos depois, eu volto ao governo e as eleições são perdidas para o governador que me antecedeu.Tive que refazer todos os serviços. Não é porque o governador seja ruim, e eu não estou fazendo ataques a pessoa do governador que me antecedeu. É porque o sistema que eles adotam é que é ruim e quem for pra lá para adotar esse sistema, acaba ruim de qualquer forma, por força dos mecanismos que encontra.

E nossa missão é de mudar esses rumos e colocar no caminho do serviço do povo. E, para mudar esses rumos, é preciso tempo, paciência, determinação e, sobretudo, a coisa maior que tudo isso: é preciso que tenhamos a apoio da população do Estado, porque sem ela ninguém faz nada, fica sujeito às pressões políticas, aos interesses e não se pode avançar por maior que se seja a resistência que se faça.

Vou novamente pleitear de vocês o voto para o governo do Estado, porque vocês todos sabem, e sobretudo os mais velhos, que sempre me mantive no mesmo caminho e na mesma direção. Eu nunca cheguei em S. José do Egito, no Pajeú ou em qualquer lugar de Pernambuco, para trocar serviços por votos. Os serviços que prestei a PE, que alguns dizem que foi muito alguns dizem que foi pouco, pouco ou muito eu não tenho condições de trocar com vocês por votos para esse mandato. Esses serviços é uma paga muito pequena da confiança que me foi depositada pelos pernambucanos em todas essas eleições. Só quero voto daqueles que acham que eu ainda posso fazer alguma coisa pelo nosso Estado, que eu ainda posso abrir os caminhos do futuro. Com meus companheiros da Frente Popular, possamos continuar a organização do nosso povo, dando-lhe a consciência do seu direito, a consciência de que ninguém está fazendo favor botando água em canto nenhum desse Estado porque isso é uma obra atrasada de mais de 50 anos que ninguém fez e que, por acaso, se pôde fazer.

O povo tem que Ter consciência de que esta eleição é uma eleição decisiva para esse período que vamos viver. Se nós desviamos desse caminho pelo voto vai ser difícil retomá-lo, porque em 50 anos de vida pública estivemos sujeitos muitas vezes às manobras dos adversários, aos recursos de que dispõem, ao poder que detinham na mão. E eu só me elegi governador 3 vezes na oposição, sem dinheiro, sem rádio, sem televisão, sem jornal. Vencemos pela vontade soberana do povo e pela sua determinação. Sempre foram eleições difíceis, mas essa é mais difícil que as outras. Porque eles querem esmagar...temos que levantar a cabeça e enfrentar as dificuldades e afirmar as posições históricas do nosso Estado para dizer não aqueles que querem continuar nos marginalizando nos discriminando, aqueles que negam recursos que são do direito do Estado, aqueles que pensam apenas no seu poder, no mando que querem Ter, não para servir mas do mando que querem Ter para dominar e subjulgar a nós todos.

Aqui em S. José do Egito, terra de poetas, de gente que sempre soube sonhar, aqui de S. José do Egito, eu entendo que vai partir para esse Pajeú todo e para o nosso Estado o grito que sempre foi o grito dos pernambucanos, o grito daqueles que acreditam no futuro, na liberdade, na democracia e no sonho de termos uma vida melhor para sempre. Com a nossa luta e com o nosso trabalho. Nós não precisamos de mais nada do que da nossa unidade, da unidade dos pernambucanos para construirmos um futuro.

Se tem dinheiro da Celpe é melhor; se não tem nós temos a nós próprios, aos nossos braços e às nossas cabeças. E, com os nossos braços e as nossas cabeças nós vamos para a frente para manter erguida a bandeira do nosso Estado, a bandeira daqueles que não se curvam diante da prepotência, diante dos que querem achincalhar e liquidar a nação brasileira. E aqui em S. José do Egito é o dia de dizer que a unidade de todos nós. De São José, do Pajeú, de todo mundo, é a nossa arma e ela vai se consolidar a 4 de outubro, com o voto em Luis Inácio Lula da Silva, em Fernando B. Coelho, em Humberto Costa para senador da República, nos nossos companheiros deputados, para que constituamos uma força homogênea capaz de dar resposta a discriminação de que somos vítima.

Meus amigos de São José do Egito, acho que todos nós que levamos ou pouco dágua na cabeça e tomamos esse banho de chuva estamos satisfeitos hoje porque certamente, e eu me coloco aí, acha que o melhor banho que se pode tomar na vida é um banho de chuva nas épocas de seca como agora.

Muito boa noite e muito obrigado.

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