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Arraes: discurso 01 - Cabo, 09/07/1998

1 - "Nossos adversários pensavam que iam ganhar o poder sem resistência"
(Comício de abertura oficial da campanha - Cabo, 09/07/1998)

Meus amigos,

Quero cumprimentar o povo do Cabo no dia do aniversário desse grande município pernambucano, onde sempre fui acolhido pelo povo com uma votação expressiva para todos os postos a que me candidatei no curso da minha vida pública. Aqui tive , há muitos anos, aqui colhi votos para deputado estadual, para deputado federal...na minha volta do exílio fui o deputado federal mais votado no Cabo... para governador nas duas vezes que me candidatei depois dessa volta. E agora estou diante de vocês novamente, para dizer que começamos pelo Cabo essa campanha, dura campanha que vamos enfrentar numa fase difícil do nosso país e do nosso estado.

E vamos enfrentar por razões diversas, vamos enfrentar porque não podemos permitir que volte ao governo de Pernambuco as forças das elites ultrapassadas do Estado. E não podemos permitir que continue a nível nacional o processo de marginalização da maioria do nosso povo que vem do modelo econômico instalado pelo atual governo federal. Na eleição de 94 tivemos a oportunidade de dizer que a estabilidade da moeda era necessária e continua ser necessária, mas a estabilidade da moeda não resolve os problemas da população se ela não vier acompanhada de medidas sociais quem compensem a marginalização crescente que se dá aqui e em todos os países onde a globalização foi instalada. Se não houver uma compensação social que defenda o emprego, que proteja as minorias mais carentes, o desequilíbrio social crescerá e vai se sobrepor à estabilidade da moeda.

O que o governo faz é colocar a moeda como um bezerro de ouro, que todos devem adorar, como se a moeda fizesse o milagre de resolver os problemas da população. Ela é apenas um instrumento, um instrumento de uma política que crie trabalho, que dê emprego, que possibilite à população sobreviver dignamente. Mas ela, isoladamente, não pode ser adorada como eles fazem, exaltando a moeda como se ela fosse a maior coisa do mundo, um mero instrumento de poder entre outros poderes que podem ser exercidos em benefício do povo.

Aqui em Pernambuco a mesma confrontação que sempre tive vai se dar de forma dura, de forma mais exaltada ainda, pois todos sabem que no curso da minha vida fui aqui atacado de todas as formas e os ataques agora se tornam maiores e mais desesperados, porque os nossos adversários começaram a ter medo, pensavam que iam ganhar o poder sem resistência, mas aqui estamos todos nós da Frente Popular unidos para a resistência que há de nos levar à vitória. O medo é que gera o ódio e por isso eles falam com ódio, eles falam desesperadamente, porque sabem que o povo vem às ruas para ouvir a voz da Frente Popular, que o povo começa a sentir e a ter consciência de que não é possível entrar noutro caminho, o caminho no qual eles entraram, o caminho a que aderiram, o caminho das forças retrogradas desse Estado, das elites ultrapassadas que não sabem construir o futuro, que só sabe defender os seus privilégios.

Vamos avançar desta vez decididamente porque é agora que as condições políticas se tornaram maduras para mudar Pernambuco, reestruturá-lo. Quando fui governador pela primeira vez, para andar nessa Zona da Mata Sul, em campanha política, tinha que assistir às degradantes cenas da expulsão dos trabalhadores das terras dos senhores, quando se mostravam favoráveis ao nosso nome. Em cidades próximas do Cabo assisti e vi, quando nos palanques, amontoadas em torno da praça os colchões, os fogões, tudo o que possuíam...o pouco que possuíam os trabalhadores expulsos da terra, que não tinham para onde ir, onde morar. A pressão era violenta, mas esses tempos passaram, a população foi conquistando alguns direitos. E agora a crise que se abate sobre a zona canavieira de Pernambuco vai permitir que, com enfraquecimento dos antigos senhores, com ajuda de alguns senhores que têm compreensão para o problema econômico e social do Estado, com ajuda deles também, nós vamos poder refazer uma zona rica e importante que começa aqui no Cabo.

E esse lugar onde estamos falando é o lugar que separa a zona industrial do Cabo da zona rural, da cana de açúcar, é o lugar onde tem gente que vai pro campo e que tem gente que vai para as indústrias, num sinal de que vamos unir os setores sociais os mais diferentes, os trabalhadores do campo e da cidade, os pequenos produtores rurais e urbanos, os grandes senhores que queiram abraçar a causa do povo, todos os homens de boa vontade que queiram trabalhar por dias melhores para a nossa gente.

Os ataques que hoje recebemos são naturais, de quem tem medo e de quem tem ódio que é conseqüência do medo. Não vamos entrar na baixaria que eles querem levar, vamos lutar de cabeça erguida, fazendo as proposições necessárias para que o povo tenha esperança, para que a nossa juventude possa esperar dias melhores, porque aqueles que nos levaram a atual situação, à marginalização, ao desvio da sociedade e à violência... Confio que o povo do Cabo unido em torno dos partidos e das organizações sociais que esse município soube forjar durante muitos anos, que vocês todos se unam na grande luta e na vitória que haveremos de ter a quatro de outubro, com Lula, Humberto Costa, Fernando Bezerra.


Meu muito obrigado e um grande abraço no dia de aniversário desse grande município.

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