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Cangaceiros

Grupos armados independentes surgidos no Nordeste brasileiro, que tinham como tática de luta a guerrilha e agiam para vingar crimes contra parentes ou amigos; para conseguir alimentos e munição para os seus integrantes; e muitas vezes trabalhando para proprietários de terras que expulsavam dos latifúndios os trabalhadores que reagiam contra a exploração comum na região.

Eram formados por pessoas de origem humilde, geralmente do campo, sob a liderança de um chefe que impunha seu próprio conceito de moral, honra, justiça e religiosidade (Paulo Gil Soares, in Vida, Paixão e Mortes de Corisco, o Diabo Louro).

Os bandos perseguiam objetivos isolados (algumas vezes até lutavam entre si) e tiveram seu período áureo entre os anos de 1922 e final da década de 1930, quando espalharam o terror por toda zona semi-árida nordestina e foram perseguidos por tropas de sete Estados (Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará) que utilizaram até mesmo avião (engenho até então desconhecido na caatinga) em várias investidas frustradas.

Na luta para capturar o chefe do mais temido desses bandos (Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião), o governo brasileiro chegou a publicar anúncio nos jornais prometendo 50 contos de réis para quem trouxesse Lampião "vivo ou morto".

Conhecedores profundos da caatinga nordestina, os grupos tinham apoio de fazendeiros (que não apenas temiam a valentia dos cangaceiros, mas podiam precisar dos seus serviços), de políticos, lavradores e de padres -a patente de capitão a Virgolino Ferreira, por exemplo, foi concedida pelo Padre Cícero do Juazeiro.

Além de Lampião, também tornaram-se mitos no Nordeste cangaceiros como Antônio Silvino e Corisco, o Diabo Louro. A entrada da mulher no cangaço aconteceu em 1930, quando Maria Bonita tornou-se companheira de Lampião e acompanhou o seu bando. Embora o cangaço tenha tomado impulso no início da década de 1920, a existência de bandos armados no Nordeste vem dos tempos da Colônia.

E um dos primeiros cangaceiros de que se tem notícia foi O Cabeleira que, na segunda metade do Século XVIII, atuava em áreas rurais próximas ao Recife, PE. Segundos os estudiosos, um dos fatores que contribuíram para a multiplicação de bandos foi a grande seca que dizimou o Nordeste em 1877 (ver Secas): a miséria e a fome fez com que milhares de sertanejos, sem qualquer perspectiva de sobrevivência, partissem para os saques, abrindo caminho para o mundo do cangaço.

Na origem no cangaço está a própria forma de colonização do Nordeste brasileiro, quando, financiados pela Coroa, os bandeirantes invadiam os sertões, derrubavam matas, fincavam marcos e pagavam a jagunços e bandoleiros para eliminar as populações nativas que reagissem à ocupação.

Os exércitos particulares mantidos pelos coronéis nordestinos que era donos das terras desde as Capitanias também em quase nada diferiam, em seus métodos, dos bandos de cangaceiros. O cangaço representou um dos períodos mais conturbados e contraditórios da história brasileira e ainda hoje esbarra numa acalorada polêmica: a de que os cangaceiros teriam sido justiceiros sociais ou que não passaram de bandidos sanguinários.

O final do cangaço ocorreu em 1938, quando o bando de Lampião foi massacrado, às margem do Rio São Francisco, em Angicos, Alagoas. Corisco, o Diabo Louro, ainda sobreviveu até 1940, mas sem quase nada fazer para cumprir a promessa de "vingar a morte de Lampião".

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