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Primeiro disco de Zé Ramalho

ze ramalho discoDo álbum "Paêbirú - Caminho da Montanha do Sol", lançado no Recife em 1975, hoje só existem algumas cópias, nas mãos de privilegiados colecionadores. Tudo o mais foi destruído por uma enchente que inundou a gravadora.

Essa história, apesar de pouco conhecida pelos atuais fãs do compositor paraibano, é tema constante entre os especialistas em raridades da MPB. E já mereceu várias reportagens. Algumas, meio fantasiosas. Outras, bastante esclarecedoras quanto à importância do disco -um álbum duplo que Zé Ramalho dividiu com o pernambucano Lula Côrtes, gravado entre outubro e dezembro de 1974, nos stúdios da Rozemblit.

O texto que transcrevemos, a seguir, foi publicado pela revista especializada BIZZ e retrata a real posição do disco no ranking das preciosidades da indústria fonográfica brasileira.

"A primeira vez que o Brasil ouviu Zé Ramalho da Paraíba foi na voz de Vanusa, que gravou "Avohay" no disco Vanusa - 30 Anos, em 1977, pela Som Livre. Um ano depois, já sem o "Paraíba", Zé Ramalho invadiu o cenário nacional com a sua enigmática e encantadora mistura sonora. Antes disso, no entanto, tão fantástica quanto suas letras, sua história registra uma gravação que ficou perdida nos escaninhos do tempo. Trata-se do raríssima álbum duplo "Paêbirú", que ele dividiu com Lula Côrtes, lançado em 1975 pela Gravadora Rozemblit, do Recife (PE). Com eles, estão Paulo Rafael, Robertinho do Recife, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, entre outros.

Clássico do pós-tropicalismo, "Paêbirú" traz seus quatro lados dedicados aos elementos água, terra, fogo e ar. Nesse clima, rolam músicas como o medley "Trilha de Sumé/Culto à Terra/Bailado das Muscarias", com 13 minutos de violas, flautas, guitarras, rabecas, pianos, sopros, chocalhos e vocais "árabes", ou a curta "Raga dos Raios", com uma fuzz-guitar ensandecida. E, destaque do álbum, a obra-prima "Nas Paredes da Pedra Encantada, Os segredos Talhados por Sumé" (regravada por Jorge Cabeleira), com seu baixo sacado de "Goin'Home", dos Stones, sustentando os mais pirados 7 minutos do que se pode chamar de psicodelia brasileira.

O disco por si só é uma lenda, mas ficou mais interessante ainda pelas situações que envolveram a sua gravação. A gravadora Rozemblit ficava na beira do Rio Capibaribe e o disco foi levado por uma das enchentes que assolavam a região. Conta a lenda que sobraram apenas umas 300 cópias, hoje nas mãos de poucos e felizardos colecionadores, muitos dos quais no exterior, onde foram parar a preço de ouro. Contando com a co-produção do grupo multimídia (quando essa palavra nem existia) Abrakadabra, o álbum trazia um rico encarte, que também sucumbiu ao aguaceiro.

Hoje "top 10" das paradas de CDRs do país e item valioso no mercado internacional de raridades psicodélicas, o trabalho segue misteriosamente inédito no mundo digital. "Paêbirú", que quer dizer "o caminho do sol" para os incas, poderia ser o primeiro de uma série de raridades a ganhar a luz do dia, para ocupar uma fatia de mercado que, se pequena comercialmente, é fundamental para a preservação da cultura musical brasileira."

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