Poeta e jornalista, Austro Costa nasceu em 1899, em Limoeiro, de onde veio para o Recife aos 17 anos. Na imprensa recifense, atuou como revisor, repórter, cronista, tendo trabalhado em praticamente todos os jornais de sua época, entre os quais A Luta, Jornal do Recife, A Notícia, Jornal do Commercio, Diario de Pernambuco, Diario da Tarde.

Para escrever crônica social, usou o pseudônimo João-da-Rua-Nova. Publicou o primeiro livro de poesias "Mulheres e Rosas" em 1922. De 1933 a 1935, manteve no Diario da Tarde uma seção de sonetos, denominada "De Monóculo".

Em 1945, publicou o livro "Vida e Sonho". Morreu no Recife, a 29/10/1953, quando o ônibus em que viajava bateu num poste de iluminação pública, à Rua da União, sendo a única vítima fatal do acidente. Segundo o sociólogo Gilberto Freyre, "foi um dos melhores poetas românticos que Pernambuco deu ao Brasil".