Nome pelo qual ficou conhecido o pernambucano Manuel Batista de Morais, nascido a 02 de novembro de 1875, na localidade de Ingazeira, que à época pertencia à Freguesia de Flores.

Antônio Silvino foi o mais famoso cangaceiro do Nordeste brasileiro antes de Lampião. Rotulado de "rifle de ouro", "rei do Cangaço" e até de "governador do Sertão", durante 16 anos organizou saques, assassinou políticos, ignorou a polícia e só respeitava as mulheres.

Além das causas sociais que deram origem ao banditismo no Sertão nordestino, entrou para o Cangaço por duas razões: uma, pessoal, para vingar o espancamento de sua mãe e irmãs por soldados da polícia; outra, política, ao tomar partido numa guerra pelo poder entre as famílias Dantas e Cavalcanti, da Paraíba.

Lutou ao lado de Né Batista, jagunço que trabalhava para o latifundiário Silvino Aires Cavalcanti de Albuquerque, e, quando Né morreu, assumiu a chefia do grupo e adotou o nome de Antônio Silvino, numa deferência ao patrão.

Em novembro de 1914, durante um combate no interior de Pernambuco, Antônio Silvino foi ferido e preso.

Condenado, passou 23 anos na prisão, onde acabou convertido à religião Batista e organizou, entre os presos, grupos de produção de artesanato em couro - ofício que dominava como poucos.

Libertado em 1937, por conta de sua boa conduta na prisão ganhou, do governo federal, um emprego no Departamento de Estradas e Rodagem, lotado no Estado do Paraná. Aposentado, voltou a Pernambuco e, em agosto de 1944, morreu aos 69 anos de idade.