Ademir: até hoje nenhum outro brasileiro marcou mais gols do que ele numa Copa

Foi um pernambucano o maior artilheiro que o Brasil já teve em toda a história das Copas do Mundo: Ademir Menezes, o “Ademir Queixada”, que na Copa de 1950, realizada em nosso País, marcou nove gols.

Nem o Rei Pelé chegou perto do feito de Ademir que, aliás, até 2006 na história do futebol mundial, só foi superado por outros três jogadores, em se tratando de artilharia isolada numa Copa: o francês Just Fontaine, que marcou 13 gols na Copa de 1958, na Suécia; o húngaro Sandor Kocsis, com 11 gols na Copa de 1954, na Suíça; e o alemão Gerd Muller, que foi o artilheiro do Mundial de 1970, no México, com 10 gols.

Os brasileiros que mais se aproximaram da façanha de Ademir foram Leônidas que na Copa de 1938, na França, ficou com a artilharia isolada, marcando oito gols e Ronaldo que na Copa de 2002, na Coréia do Sul e Japão, também marcou oito gols.

Além disso, só outros dois brasileiros foram artilheiros numa Copa: Garrincha e Vavá (este também pernambucano) que, em 1962, no Chile, marcaram quatro gols e dividiram a artilharia com jogadores de outros países.

Do Sport Club Recife para o Mundo

Ademir Marques de Menezes nasceu a 11 de agosto de 1922 e começou a jogar futebol no juvenil do Sport Club Recife, em 1937, levado pelo seu pai, Antônio Rodrigues Menezes, que era diretor de remo do Clube. No juvenil do Sport, foi bi-campeão estadual e, em 1941, já integrando o time principal do Leão, conquistou o título de campeão pernambucano.

Entre 05 de dezembro de 1941 e 10 de março de 1942, o Sport Recife realizou uma bem sucedida temporada de jogos por vários Estados, conseguindo derrotar quase todos os grandes times brasileiros, como o Vasco, no Rio de Janeiro, o Grêmio, em Porto Alegre, e outros. O grande destaque dessa “Gloriosa Temporada” foi o atacante Ademir.

De volta ao Recife, o Leão da Ilha trazia 11 vitórias, dois empates e quatro derrotas, mas Ademir não retornou. Ficou no Rio, contratado pelo Vasco da Gama, onde seria um dos maiores ídolos do clube, marcando 301 gols em 429 jogos. Nessa transferência, Ademir tornou-se o primeiro jogador brasileiro a exigir luvas: 40 contos de réis.

No Vasco, Ademir Queixada foi campeão carioca em 1945/49/50/52, campeão mundial em 1945 e campeão do Torneio de Campeões Sul-Americanos em 1948. Na Seleção Brasileira foi titular absoluto (centroavante), disputou 41 jogos nos quais fez 35 gols. Até hoje, nenhum outro brasileiros marcou mais gols que ele numa Copa do Mundo.

Um dos maiores ídolos do futebol brasileiro de todos os tempos, em 1950 Ademir integrou a Seleção da Copa, juntamente com outros três jogadores brasileiros: Bauer, Zizinho e Jair. Ademir atuou, ainda, no Fluminense, pelo qual foi campeão carioca em 1946. E, em 1956, voltou para o Sport Recife, onde encerrou a carreira de jogador.

Em 1967, Ademir Queixada novamente mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi treinador do Vasco e onde também trabalhou como comentarista esportivo na extinta Rádio Mauá e no jornal O Dia e na administração do estádio do Maracanã. Ademir morreu no Rio, a 11 de maio de 1996.
Considerado pela imprensa mundial como um dos maiores atacantes do mundo, Ademir era um jogador que tinha como características marcantes a velocidade, a excelente presença na área do adversário e um chute potente. Ou seja, era um verdadeiro grande goleador. Foi um dos maiores jogadores que Pernambuco deu à Seleção Brasileira.