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Frevo

frevo1Música característica do carnaval pernambucano, surgiu no Recife por volta de 1900. É uma espécie de marcha de ritmo sincopado e frenético, que é sua característica principal.

Teria sido o maestro José Lourenço da Silva ("Zuzinha"), ensaiador das bandas da brigada militar de Pernambuco, quem estabeleceu a linha divisória entre a marcha e o frevo.

O termo frevo surgiu com a dança de rua: acompanhando as bandas, a multidão, ao som da música, ficava como a ferver e, dessa idéia de fervura (o povo pronunciava frevura), veio o nome frevo.

O bailado ao som do frevo é denominado passo; o dançarino chama-se passista. A sobrinha que hoje é símbolo do carnaval de Pernambuco surgiu em decorrência do clima quente do Recife: era a proteção contra o sol, usada pelas pessoas que acompanhavam as bandas na rua.

Em dezembro de 2012, o ritmo recebeu o título de patrimônio imaterial da humanidade, concedido pela Unesco, durante a 7ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial.

Tipos de Frevo:

1 - Frevo de rua – É o mais comumente identificado como simplesmente frevo. O frevo-de-rua se diferencia dos outros tipos de frevo pela ausência completa de letra, pois é feito unicamente para ser dançado. Na música é possível distinguir-se três classes: o "frevo de abafo", em que predominam as notas longas tocadas pelos metais, com a finalidade de abafar o som da orquestra rival; o " frevo-coqueiro", uma variante do primeiro, formado por notas curtas e andamento rápido; o "frevo-ventania", de uma linha melódica bem movimentada. Há, ainda, o " frevo de salão", um misto dos três outros tipos que, como o nome já diz, é próprio para o ambiente dos salões.

Alguns frevos-de-rua famosos:  “Vassourinhas”, de Matias da Rocha, “Fogão”, de Sérgio Lisboa, “O Último Dia”,  de Levino Ferreira, “Trinca do 21”, de Mexicano, “Menino Bom”, de Eucário Barbosa, “Corisco”, de Lorival Oliveira, “Porta-bandeira”, de Guedes Peixoto.

2- Frevo-canção - Tem uma introdução orquestral e andamento melódico, típico dos frevos-de-rua. É seqüenciado por uma introdução forte de frevo, seguida de uma canção, concluindo novamente com frevo. O frevo-canção ou marcha-canção tem vários aspectos semelhantes à marchinha carioca.

Entre os principais intérpretes do frevo pernambucano estão Claudionor Germano, Alceu Valença, Expedito Baracho, etc. Entre os mais famosos compositores de frevo-canção estão Capiba, Nelson Ferreira, J. Michilles, Alceu Valença.

Frevos-canção famosos: “Borboleta Não é Ave”,  de Nelson Ferreira, “Na Mulher Não se Bate Nem Com Uma Flor”, de Capiba,  “Hino de Pitombeira”, de Alex Caldas, “Hino de Elefante”, de Clídio Nigro, “Vestibular”, de Gildo Moreno.

3 - Frevo-de-bloco – É um frevo executado por orquestra de pau e cordas (geralmente composta por violões, cavaquinhos, banjos, bandolins, violinos, além de instrumento de sopro e percussão). É chamado pelos compositores mais tradicionais de "marcha-de-bloco".

O frevo-de-bloco é a música das agremiações tradicionalmente denominadas “blocos carnavalescos mistos”. Seu aparecimento no carnaval de Pernambuco faz alusão a um dado histórico e sociológico: o início da efetiva participação da mulher, principalmente da classe média, na folia de rua do Recife, nas primeiras décadas do século XX.

Entre os compositores de frevo-de-bloco mais importantes estão os irmãos Raul Moraes (1891-1937) e Edgard Moraes (1904-1973), João Santiago (1928-1985), Luiz Faustino (1916-1984), Romero Amorim (1937-), Bráulio de Castro (1942-), Fátima de Castro, Cláudio Almeida (1950-) e Getúlio Cavalcanti (1942-).

Entre os frevos-de-bloco famosos estão: “Valores do Passado”, de Edgar Moraes, “Marcha da Folia”, de Raul Moraes, “Relembrando o Passado”, de João Santiago, “Saudade”, dos Irmãos Valença, “Evocação n° 1”, de Nelson Ferreira.

Primeira gravação - A primeira gravação com o nome do gênero foi o “Frevo Pernambucano”  (Luperce Miranda/Oswaldo Santiago) lançada por Francisco Alves no final de 1930. Um ano depois, “Vamo se Acabá”, de Nelson Ferreira, gravado pela Orquestra Guanabara recebia a classificação de frevo. Dois anos antes, ainda com o nome de “marcha nortista”, o pioneiro “Não Puxa Maroca” (Nelson Ferreira) foi gravado pela orquestra Victor Brasileira, comandada por Pixinguinha.

Passos do frevo

Os passos do Frevo nasceram da improvisação individual dos dançarinos, com o correr dos anos. Foi dessa improvisação que se adotaram certos tipos ou arquétipos de passos. Hoje, existem atualmente um número incontável de passos ou evoluções com suas respectivas variantes. Entre os principais tipos de passos podem ser considerados os seguintes: dobradiça, tesoura, locomotiva, ferrolho, parafuso, pontilhado, ponta de pé e calcanhar, saci-pererê, abanando, caindo-nas-molas e pernada, este último claramente identificável na capoeira. A seguir, a  descrição de cinco desses passos:

Dobradiça -  Flexiona-se as pernas, com os joelhos para frente e o apoio do corpo nas pontas dos pés. Corpo curvado para frente realizando as mudanças dos movimentos: o corpo apoiado nos calcanhares, que devem está bem aproximados um do outro, pernas distendidas, o corpo jogado para frente e para trás, com a sombrinha na mão direita, subindo e descendo para ajudar no equilíbrio. Não há deslocamentos laterais. Os pés pisam no mesmo local com os calcanhares e pontas.

Tesoura -  1- Passo cruzado com pequenos deslocamentos à direita e à esquerda. Pequeno pulo, pernas semiflexionadas, sombrinha na mão direita, braços flexionados para os lados. 2-  O dançarino cruza a perna direita por trás da esquerda em meia ponta, perna direita à frente, ambas semiflexionadas. Um pulo desfaz o flexionamento das pernas e, em seguida, a perna direita vai apoiada pelo calcanhar; enquanto a esquerda, semiflexionada, apoia-se em meia ponta do pé, deslocando o corpo para esquerda. Refaz-se todo o movimento, indo a perna esquerda por trás da direita para desfazer o cruzamento. Neste movimento, o deslocamento para a direita é feito com o corpo um pouco inclinado.

Locomotiva - Inicia-se com o corpo agachado e os braços abertos para frente, em quase circunferência e a sombrinha na mão direita. Dão-se pequenos pulos para encolher e estirar cada uma das pernas, alternadamente.

Ferrolho - Como a sapatear no gelo, as pernas movimentando-se primeiro em diagonal (um passo) seguido de flexão das duas pernas em meia ponta, com o joelho direito virado para a esquerda e vice-versa. Repetem-se os movimentos, vira-se o corpo em sentido contrário ao pé de apoio, acentuando o tempo e a marcha da música. Alternam-se os pés, movimentando-se para frente e para trás, em meia ponta e calcanhar; o passista descreve uma circunferência.

Parafuso - Total flexão das pernas. O corpo fica, inicialmente, apoiado em um só pé virado, ou seja, a parte de cima do pé fica no chão, enquanto o outro pé vira-se, permitindo o apoio de lado (o passista arria o corpo devagar).


Fonte de Pesquisa: www.fundaj.gov.br

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