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Instituto Ricardo Brennand

ricardo brennandO Instituto Ricardo Brennand, aberto em 2002, no bairro da Várzea, Recife, é um importante centro cultural do país e dispõe de um dos mais completos acervos sobre o Brasil Holandês. Idealizado pelo empresário e colecionador Ricardo Brennand, o complexo reúne, em mais de 30 mil metros quadrados, obras de arte adquiridas durante cerca de 60 anos de colecionismo e distribuídas num complexo cultural que compreende a Pinacoteca, o Castelo São João, a Galeria, a Biblioteca, a Capela Nossa Senhora das Graças e o Parque de Esculturas dos Jardins. A seguir, um roteiro do que é o Instituto:

Pinacoteca - O espaço cultural, que completou no dia 12 de setembro de 2014, 12 anos de funcionamento, mantém uma pinacoteca com rico e variado acervo, enfocando o período Brasil-Holandês, com documentos, telas, objetos e outras curiosidades sobre a formação histórica do povo brasileiro. O complexo oferece exposições permanentes: “Frans Post e o Brasil Holandês”, com cerca de 10% de toda a produção do artista no mundo; “Paisagens Brasileiras do Século XIX”, com telas de nomes como Rugendas; “Coleção de Vidros Janete Costa e Acácio Borsoi” e “O Julgamento de Nicolau Fouquet”, integrada por um conjunto de 48 esculturas em cera, em tamanho real, que retrata o episódio político da França de Luís XIV, o chamado Rei Sol que levou à prisão perpétua o superintendente de Finanças, Nicolau Fouquet.

Museu Castelo São João - O museu abriga a maior coleção de armas brancas do mundo,  de um colecionador particular. Neste prédio os visitantes podem conferir vários modelos de armaduras e telas orientalistas, além de algumas esculturas em mármore. Ficam expostas mais de seis mil peças provenientes da França, Holanda e outros lugares da Europa e do Brasil. Na edificação inspirada nos velhos monumentos medievais, encontram-se espadas, adagas, canivetes, lâminas com armas de fogo acopladas, entre outros, que testemunham acontecimentos históricos e as artes da guerra e da caça em seis séculos de história.

Entre os destaques, vinte e sete armaduras completas, como o raríssimo conjunto cavalo-cavaleiro-com-armadura em estilo Maximiliano, de origem germânica, do século XVI e instalado na Sala dos Cavaleiros. A coleção de armaria também envolve algumas curiosidades, como uma armadura para cachorro, do século XIV, e escudos e armaduras de combate em estanho, do século XVII, distribuídas em vários espaços do Museu Castelo. Tudo isso está reunido em meio a estátuas, tapeçarias e pinturas de vários estilos (orientalistas e impressionistas) e escolas de arte do século XIX (italiana e francesa), além do vasto conjunto de iconografias e paisagens do País.

Galeria - Construída em 2011 é um espaço com uma área total de 1021,89 m2, criada para receber mostras nacionais e internacionais, como a exposição “Dores da Colômbia”, de Fernando Botero (2012) e "100 anos de Odorico Tavares - Sonhos e desejos de um colecionador" (2012-2013), com acervo do jornalista pernambucano e amante das artes. O espaço possui suas dependências devidamente climatizadas, com controle de temperatura dentro dos rigorosos padrões que exigem exposições deste porte e umidade ajustada. É composta por dois salões, com sala oitavada (oito lados iguais) ligada a uma torre decorada com uma réplica do Pensador, de Auguste Rodin e um terraço.

O espaço, seguindo a arquitetura do IRB (Tudor), em formato de castelo, foi oficialmente inaugurado com a mostra de Michelangelo. O colecionador Ricardo Brennand cercou-se de cuidados para construir o espaço e não economizou nos detalhes. A porta principal da galeria pertenceu a uma antiga igreja de Minas Gerais. Todos os 10 vitrais que compõem a galeria foram decorados com o brasão da Família Brennand com dizeres em latim que significa: Se Deus é por nós, quem será contra nós. Outro detalhe impressionante na Galeria é uma parede localizada na parte externa que foi extraída pela equipe paulista do ateliê Sarasá, do antigo prédio da agência de Turismo Anacan, com uma pintura de Lula Cardoso Ayres, de 1950. O trabalho retrata algas, peixes e a cor do mar. A Galeria possui dois corredores de banheiros, com 6 unidades para o público feminino  e mais 6 para os visitantes masculinos, incluindo entre eles, dois para deficientes; moderna cozinha industrial e elevador que liga estes serviços ao salão principal, facilitando o apoio aos serviços de  cerimonial e recepções ali realizados.

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Biblioteca - Com cerca de 60 mil títulos, entre coleções históricas, documentos, livros, partituras, periódicos, discos, mapas e folhetos focados na História do Brasil Holandês, atraem estudiosos e curiosos que podem conferir, por exemplo, obras de Piso e Margraf (1648) e o admirável livro de Gaspar Barléu, "Rerum per octennnium in Brasília...." chamado apenas de Barléus (1647), considerada a publicação mais importante do Brasil Holandês". No rico acervo do IRB, consta-se também a edição do livro Restauracion de la ciudad del Salvador, Baía de Todos-Sanctos en la província del Brasil. Por las Armas de Don Phelippe IV, El Grande –Madrid (1628). Obra essencial a respeito da restauração da cidade de Salvador, retomada pelos espanhóis em 1625, por Vargas, Thomas de Tamayo Vargas. Exemplar excepcional, talvez o único conhecido, com dedicatória do autor. Ainda: obra de Joannes de Laet – Beschyvinghe van West-Indien – Leyden, bij de Elzvier (1630) sobre as primeiras conquistas holandesas no Brasil, ilustrado com mapas de Olinda e Pernambuco.

Há ainda o único exemplar do Pernambucencis, Leyden – 1642, de Francisco Plante. Obra importante sobre as negociações portuguesas e holandesas, de autoria do capelão de João Maurício de Nassau. A maior raridade entre os livros do Brasil holandês e o Apologie pour la maison de Nassau – Madrid 1664, outra rara obra que menciona o Brasil Holandês entre os grandes acontecimentos da história da casa de Nassau. É ainda destaque entre este rico acervo, o Brasilianh und Westindianische REISE –1677. Um dos mais raros e importantes livros para a História do Brasil Holandês, escrito por um soldado da companhia das índias ocidentais que esteve no Brasil. Só se conhecem sete exemplares dessa obra. O IRB ainda conta, também com um folheto raro sobre as negociações entre portugueses e holandeses, datado de 1641 e com uma publicação rara sobre os primeiros anos da presença holandesa no Brasil até 1629 – Portugallia, Leyden 1641, de Jean de Laet.

Galeria a céu aberto - No Instituto Ricardo Brennand, as obras que integram seus diversos espaços expositivos se misturam ao verde do ambiente acolhedor e agradável. Desde sua abertura em 2012, esculturas vêm sendo espalhadas nos seus jardins, uma área de 18 metros mil metros quadrados, dotados também com plantas típicas da Mata Atlântica e réplicas de esculturas famosas como o Pensador de Auguste Rodin (1840 – 1917), em bronze e com 1,80m de altura. A obra, criada em 1882 para a monumental obra a Porta do inferno, coincidentemente, foi a primeira do artista colocada em um espaço público em Paris, em 1904.

Também encanta os frequentadores do Instituto da Várzea, Rapto da Sabina, escultura italiana em mármore, do século XIX, de autoria de Francesco Giambologna que mede 4,20 metros. A obra, instalada na entrada do Museu das Armas sofreu um acidente, quando de sua vinda para o Recife, na época de construção do espaço, que a quebrou em pedaços e o empresário Ricardo Brennand buscou ajuda para sua restauração com profissionais que trabalharam para o Vaticano.

No conjunto de peças com história, o par de leões, na entrada no IRB, nas imediações do estacionamento. Essa obra italiana do século XIX, pertenceu ao Palácio Monroe, no Rio de janeiro, onde funcionou o Senado Federal. Belos e imponentes abrem a “casa” para os visitantes que chegam à Várzea.

No entorno do lago, obras contemporâneas se destacam: Hipopótamos e Rinocenrontes em bronze, com patinado em preto, com 1,20 metros, criados pela escultora Sônia Ebling em 1996, diversificam as escolas de arte representadas pelas obras encontradas nos jardins. Ebling é uma das mais reconhecidas escultoras de figurativos do país, com exposições aplaudidas em Paris, nas décadas de 50 e 60 e estas obras já integraram exposição itinerante no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, em 2001 e no Palácio das Artes de Belo Horizonte, em 2002, entre outros locais.

Além de uma réplica em mármore branco, no hall da pinacoteca, o IRB também expõe ao ar livre, uma escultura em mármore rosa italiana. Trata-se das Três Graças, obra do século XIX. Sejam artistas como Rodin ou de origem desconhecida, as réplicas de ninfas, heróis, figuras femininas, nús masculinos ou femininos, figuras gregas, etc, engrandecem o espaço e revelam cultura para os visitantes.

Capela Nossa Senhora das Graças - O novo templo, inaugurado no início de 2014 dispõe de 600 metros quadrados, 21 metros de altura, podendo receber até 300 pessoas sentadas. Está inserida em uma área cercada por vegetação de 10 mil metros quadrados. Quem produziu o design técnico da Igreja foi Edgar Ulysses de Farias Filho, as talhas e carpintaria ficaram por conta do Mestre Nido (Eronildes José Carlos Honorato).

No altar principal está suspensa uma imagem central que representa a figura de Jesus Cristo, assinada por Elias Sultanum, em tamanho natural. A nova construção conta ainda com rosáceas de Sérgio Mantur, elementos fundamentais usados em catedrais durante o período gótico, que transmitem, através da luz e da cor, o contacto com a espiritualidade e a ascensão ao sagrado e catorze anjos de autoria do artista Ricardo Cavani Rosas.

Serviço de Áudio Guia – O Instituto se torna pioneiro em Pernambuco ao oferecer ao público equipamentos de audioguias para os seus visitantes. No total, a Instituição oferece 24 equipamentos com visitas autoguiadas nas línguas portuguesa, francesa, inglesa e espanhola. Mensalmente, o IRB recebe uma média de visitantes que varia entre sete mil e 20 mil pessoas.

O áudio completo possui 51 minutos e a trilha contempla as principais obras dispostas nos ambientes da Pinacoteca, Jardins, Galeria e Castelo São João. Entre as obras que o visitante irá visitar figuram Frans Post, paisagens brasileiras, Janete Costa e Acácio Gil Borsoi, Rugendas, museu de cera, pinturas orientalistas, armas, Botero e Lula Cardoso Ayres, entre outras.

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Instituto Ricardo Brennand
Endereço: Alameda Antônio Brennand, Várzea, Recife/PE
Telefone: (81) 2121-0352
www.institutoricardobrennand.org.br

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