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Movimento de Cultura Popular

Criado no Recife em maio de 1960, quando o prefeito da cidade era Miguel Arraes, foi um movimento que teve como objetivo básico difundir as manifestações da arte popular regional e desenvolver um trabalho de alfabetização de crianças e adultos.

Seu ideário era, em resumo, "elevar o nível cultural dos instruídos para melhorar sua capacidade aquisitiva de idéias sociais e políticas" e "ampliar a politização das massas, despertando-as para a luta social".

Na prática, esse trabalho era feito através de apresentação de espetáculos em praça pública; organização de grupos artísticos; oficinas e cursos de arte; exposições; edições de livros e cartilhas, etc.

O trabalho de alfabetização tinha à frente o jovem educador Paulo Freire, que foi um dos sócio-fundadores do movimento. Também integraram o MCP, intelectuais e artistas como Francisco Brennand, Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho, Abelardo da Hora, José Cláudio, Aloísio Falcão e Luiz Mendonça.

O MCP teve por sede o Sítio da Trindade, na Estrada do Arraial. Era uma entidade privada sem fins lucrativos e se mantinha através de convênios que, na prática, foram firmados quase que exclusivamente com a prefeitura do Recife e o governo do Estado.

Além de recursos financeiros, a prefeitura do Recife chegou a colocar à disposição do MCP 19 viaturas e 30 imóveis. O movimento contou com apoio da intelectualidade pernambucana e de facções políticas de esquerda tais como a União Nacional dos Estudantes (UNE), Partido Comunista Brasileiro (PCB) e outras.

Devido ao clima político da época, o MCP ganhou dimensão nacional e serviu de modelo para movimentos semelhantes criados em outros Estados brasileiros. Entre 1962/63, forças de direita tentaram sufocar o movimento e houve uma mobilização nacional em sua defesa: até mesmo o então Ministro da Educação, Darci Ribeiro, veio ao Recife apoiar pessoalmente o MCP e o considerou "um exemplo a ser levado a todo o País". Com o golpe militar de 1964, o MCP foi extinto.

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