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Doces e Bolos - Bolo Pé-de-Moleque

pe de moleque peazO pé-de-moleque é um bolo típico do Nordeste brasileiro, feito à base de mandioca, castanha de caju e açúcar mascavo, muitas vezes substituído pela rapadura, que confere ao doce a cor mulata do moleque.

O nome do bolo encontra as suas origens no passado, quando as crianças acompanhavam as mulheres no preparo dos doces e depois os saboreavam com brincadeiras. Sobre "moleque", Câmara Cascudo explica que:

“No Brasil, é denominação evocada da figura humana, inquieta, agressiva, povoadora das ruas silenciosas, recriador de chalaças, zombando sisudezas graves, riscador de rabos-de-arraia e de balões fogueiros na dinâmica estonteante da capoeira”.

Seu nome, considerado vulgar pela alta sociedade colonial, remete às suas origens brasileiras e nunca foi de atrair a simpatia lusitana, tampouco da fidalga classe dos governadores do Brasil Velho. No entanto, o mesmo historiador revela que o doce logo conquistou o paladar do 8º Vice Rei do Brasil e 1º marquês de Lavradio, D. Antonio de Almeida Soares Portugal, que tomou posse da administração na cidade de Salvador em 1760. Ele copiou sua forma exata de preparação e a enviou para sua família em Portugal. Conta, Cascudo, que em 1947, mais de cento e oitenta anos depois, provou o legítimo pé-de-moleque feito pela condessa d’Aurora, descendente do Vice Rei, na cidade do Porto.

Acredita-se que sua receita seja uma derivação do bolo de amendoim, que aqui foi substituído pela castanha de caju. Histórias à parte, o fato é que o bolo possui um sabor marcante e agradável, tornando-se indispensável na mesa dos pernambucanos, sobretudo durante os festejos juninos.

Gilberto Freyre coletou esta receita:

Ingredientes:

4 ovos
6 xícaras de massa de mandioca
½ de açúcar de segunda
1 xícara de castanha de caju pisadas
1 coco
3 colheres de manteiga
Erva doce, cravo e sal.

Modo de Preparo:

Espreme-se a massa, passa-se numa peneira, depois junta-se o leite de coco tirado com um pouco d’água. Em seguida, os ovos, a manteiga e o açúcar, as castanhas pisadas, uma colherinha de sal e outra de cravo e erva doce pisados. Leva-se ao forno numa fôrma untada e põem-se em cima algumas castanhas de caju inteiras.


Fontes consultadas:

CASCUDO, L. C. História da alimentação no Brasil. 3.ed. São Paulo: Global, 2004.

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