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Especial


O primeiro emprego de nordestinos famosos

Ariano Suassuna tentou a advocacia, João Cabral de 
Melo Neto vendeu seguros e Vicentinho foi guia-de-cego

Entre os profissionais hoje famosos, muita gente começou por onde sempre quis e costuma lembrar com orgulho da primeira experiência no mercado de trabalho. Outros não lamentam, mas têm no primeiro emprego apenas a lembrança de uma atividade em nada relacionada com a carreira que acabariam construindo. É o caso de nordestinos como o escritor Ariano Suassuna, o falecido poeta João Cabral de Melo Neto e o deputado Vicente Paulo da Silva, Vicentinho. Agora bem sucedidos, todos começaram, ou pelo menos tentaram começar por onde jamais seguiriam.

Antes de tornar-se romancista e teatrólogo reconhecido nacionalmente, Ariano Suassuna tentou ganhar a vida como advogado. Foi no início da década de 1950, quando ele era considerado um “futuro jovem escritor”. Recém-formado em Direito, ainda solteiro, Ariano decidiu trabalhar no escritório do professor Murilo Guimarães. Ele já tinha alguma coisa escrita. Mas, como literatura em Pernambuco não dava camisa a ninguém (principalmente a escritores novatos), era preciso ganhar algum dinheiro. A experiência, porém, resultaria num grande fracasso.

E essa avaliação é do próprio escritor que, tempos depois, narraria aquela investida no texto “Ariano Suassuna por ele mesmo”, produzido para uma revista de circulação nacional: “Tentei ser advogado, sob os cuidados do professor Murilo Guimarães. Não consegui. Quase que aconteceu foi o contrário: só não acabei, de vez, com a reputação de grande advogado do Dr. Murilo Guimarães porque o homem era bom mesmo, em Direito. Aí, ele, compadecido de mim –e talvez, também, um pouco temeroso de ver sua fama abalada- me arranjou um lugar de diretor do Teatro do Sesi.”

Da mesma forma que o autor de A Pedra do reino, o pernambucano João Cabral de Melo Neto também teve de enfrentar trabalho nada parecido com quem, mais tarde, seria considerado um dos maiores poetas brasileiros. Em sua juventude, no Recife, João Cabral tentou sobreviver vendendo apólices de seguro. Já Vicentinho, que se tornaria famoso como presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), teve o seu primeiro emprego como guia de cego. Antes disso, ele havia apenas ajudado a família na roça, em Acari (RN). Em 1997, Vicentinho falou à Folha de São Paulo do seu primeiro trabalho remunerado:

“Eu ajudava um cego que vendia pães na rua. Ele era dono de uma bodega que vendia pães, balas e cigarros. Minha tarefa era, além de guia-lo, anotar num caderninho os dados de quem comprava fiado. Nessa época, eu tinha 12 anos e nem me lembro de quanto ganhava”, contou. O que Vicentinho nunca esqueceu foi o dia em que foi pego com a mão na massa: “Na época, eu nem fumava, mas só de farra roubava cigarros do velhinho. Certa vez, fui colocando a mão na gaveta de cigarros. Acho que pela minha respiração, ele percebeu e me pegou em flagrante”.

Bem-humorado, Vicentinho arrematou: “Nunca mais roubei cigarros”.

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