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Tradição



Joca-2Seu Joca sapateiro: bons serviços desde 1969

Não somente instituições públicas como a Caixa Econômica Federal (de 1861) ou empresas seculares como o Armazém Narciso, fundada no Recife em 1837, podem lançar mão, em seus slogans promocionais, da longevidade dos serviços prestados aos seus clientes. Em Olinda, no litoral pernambucano, um simples sapateiro também se orgulha do duradouro tempo em que exerce sua profissão e faz disso uma marca. Tanto que afixou, na sua tenda de trabalho no meio da rua, um pedaço de papelão com a famosa frase escrita à caneta esferográfica: “Desde 1969”.

Esse personagem é João José Cerqueira dos Santos, mais conhecido por Seu Joca sapateiro, nascido ali mesmo em Olinda a 06/11/1936 e que desde os 20 anos de idade vive do ofício de consertar sapatos. Houve um tempo em que Seu Joca até tentou outras profissões, como passar jogo de bicho ou trabalhar em balcão de padaria. Mas, nada deu certo e ele voltou a ser sapateiro. E desde então, ou seja, “desde 1969”, Seu Joca trabalha no mesmo lugar: uma esquina entre Av. Alberto Lundregen e a Rua João Manguinhos, uma região olindense de classe média, o Bairro Novo.

Aposentado desde 2004, nem por isso Seu Joca parou de trabalhar. De segunda a sexta, às 07h ele arma sua tenda na rua e desmonta, religiosamente, às 15 horas. “Com a idade avançada, não dá mais pra trabalhar muito como nos tempos de moço”, justifica. E, para quem acha que, nesses tempos de calçados industrializados, não há mais pequenos serviços para sapateiro, ele avisa: “Do mesmo jeito de antigamente, hoje não falta trabalho, o que mudou foi só o sistema. Antes era na base de costura de couro e de botar meia-sola e hoje é na base de colar solado de tênis e outras coisas.”

Joca-3Seu Joca ressalva que, nos tempos da meia-sola, os consertos de sapatos rendiam mais dinheiro. Mas, ainda assim, hoje ele consegue faturar algo em torno de um salário-mínimo por mês, renda que, juntando com o valor da aposentadoria, é o suficiente para cobrir suas despesas. “Graças a Deus eu sempre sustentei a minha família com o meu trabalho no sapato. Porque de sapato, eu entendo um pouco. E também porque eu tenho muitos fregueses e eles são mais do que fregueses, são amigos. Eu hoje tenho freguês ainda do tempo em que cheguei aqui, em 1969. Você acredita?”

Pai de cinco filhos e “um monte de netos”, Seu Joca diz que “o ganho de sapateiro” só não foi suficiente para ele custear seus estudos quando jovem. “Por isso, só terminei o primário, a condição financeira não deu pra estudar mais do que isso. Mas, mesmo assim, eu não me queixo, eu sou uma pessoa feliz”. Seu Joca não mora no mesmo lugar onde trabalha, mas num bairro vizinho, e toda vez que encerra “o expediente” ele guarda na casa de um morador da Av. Alberto Lundregen várias caixas com sapatos, material de trabalho e a modesta tenda. “Quem tem amigos, tem tudo”, diz.

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